A função po-ética na clínica psicanalítica das psicoses

O campo da fala e da linguagem em psicanálise é abordado a partir da função poética na clínica das psicoses, desde o referencial freudo-lacaniano. Inicialmente, realizamos o percurso das formações do "inconsciente estruturado como uma linguagem" à noção de lalangue. Para tanto, percorremos...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Souza, Priscilla Machado de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/226048
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/226048
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Psicanálise
Psicose
Linguagem
Psychoanalysis
Psychoses
Poetic function
Descripción
Sumario:O campo da fala e da linguagem em psicanálise é abordado a partir da função poética na clínica das psicoses, desde o referencial freudo-lacaniano. Inicialmente, realizamos o percurso das formações do "inconsciente estruturado como uma linguagem" à noção de lalangue. Para tanto, percorremos o trabalho do poeta na reversibilidade que há entre habitar a linguagem e ser por ela habitado, articulando o discurso da psicanálise com o matema e o poema. A partir da questão preliminar ao tratamento possível das psicoses e com o auxílio dos operadores teóricos precedentes, passamos a discorrer sobre diferentes estilos de usos da linguagem nestas estruturas clínicas. Nestas passagens, procuramos interrogar a possibilidade de uma função poética em cada circunstância. O saber sobre o corpo, o corpo grafando, o gestual na caligrafia, o textual, os usos administrativos das linguagens, o texto do delírio e a prevalência do sonoro nos estribilhos foram os caminhos pelos quais nos deixamos conduzir na pesquisa. Ademais, abordamos o estilo de poetar de Joyce e sua contribuição à psicanálise fora da indagação pela estrutura clínica. Por fim, a vetorização de um sentido sonoro, a tradução, a transliteração e a mudança de registro idiomático no tratamento, nos conduziram à ideia de uma po-ética que visa ao sujeito através do seu estilo.