Ativismo intersexo brasileiro: histórias, lutas e processos

A dissertação se refere a um trabalho do campo de estudos sobre gênero e sexualidade, o qual pretende dar atenção a questão do corpo Intersexo. O foco central é tratar do ambiente propiciador da emergência de um movimento social pelos direitos das pessoas Intersexo, possuindo como o centro do debate...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Bárbara Fernandes da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Fundação Getulio Vargas (FGV)
Repositorio:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.fgv.br:10438/34547
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/10438/34547
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Intersex
Intersexuality
Activism
Social movement
Intersexo
DDS/DSD
Ativismo
Movimento Social
Ciências sociais
Movimentos sociais
Identidade de gênero - Brasil
Intersexualidade
Ativistas pelos direitos civis
Descripción
Sumario:A dissertação se refere a um trabalho do campo de estudos sobre gênero e sexualidade, o qual pretende dar atenção a questão do corpo Intersexo. O foco central é tratar do ambiente propiciador da emergência de um movimento social pelos direitos das pessoas Intersexo, possuindo como o centro do debate o caso do Brasil e, com isso, o trabalho que vem sendo realizado com relação a divulgação de informação, criação de grupos de apoio e ativismo político com fins de novos olhares sobre a questão; o trabalho se utiliza da abordagem metodológica de triangulação de métodos, lançando mão da etnografia de documentos, história oral e etnografia digital, e é composto por três capitulos que pretendem, em ordem, abordar as questões referentes a nomenclatura utilizada para designar esses corpos, a partir do século XX, seguindo por estabelecer o marco do ativismo intersexo nos anos 1990 nos Estados Unidos da América e a influência que o ativismo internacional desenvolvido durante os anos 2000 e 2010 exerceram no surgimento e modo de operação do ativismo brasileiro, deixando para o último capítulo a prática desse ativismo no Brasil e sua capilaridade nas mídias sociais. O trabalho empírico fica a cargo das entrevistas semiestruturadas realizadas durante a pesquisa e ao mapeamento dos discursos de ativistas nas redes sociais, utilizando ainda documentos e fichas de registro que se inserem na realidade social de pessoas intersexo, abordando os entraves a vida pública imposto a esses corpos.