Efeitos do estresse sobre a plasticidade sináptica do cérebro em desenvolvimento no período pós-natal
Sabe-se que a exposição a eventos adversos durante o período pós-natal pode afetar gravemente o desenvolvimento de algumas áreas cerebrais, que se encontram no que é conhecido como período crítico, caracterizado por um momento de elevada plasticidade. Regiões do cérebro como córtex pré-frontal (envo...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-14082025-160134 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/42/42137/tde-14082025-160134/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Acute stress amígdala amygdala chronic stress córtex pré-frontal critical period Estresse agudo estresse crônico hipocampo hippocampus maternal separation período crítico plasticidade plasticity prefrontal cortex separação materna |
| Sumario: | Sabe-se que a exposição a eventos adversos durante o período pós-natal pode afetar gravemente o desenvolvimento de algumas áreas cerebrais, que se encontram no que é conhecido como período crítico, caracterizado por um momento de elevada plasticidade. Regiões do cérebro como córtex pré-frontal (envolvido no planejamento comportamental e motivação), amígdala (importante para resposta do medo) e hipocampo (importante para formação de memória), estão intimamente envolvidas na expressão de respostas emocionais, e são, particularmente, sensíveis ao estresse. O objetivo do presente trabalho é estudar os efeitos do estresse crônico sobre a plasticidade sináptica do córtex pré-frontal, do hipocampo e da amígdala, durante esse período crítico de elevada modificabilidade neuronal. A hipótese de base é que a exposição ao estresse cause modificações profundas nas conexões neurais, que podem, por sua vez, alterar a maturação dessas estruturas e, consequentemente, modificar os fenótipos cognitivo e emocional. Por esse fim, o projeto utilizou a separação materna em ratos Wistar como modelo de estresse crônico. As modificações plásticas em animais separados e controle foram avaliadas por meio da quantificação da proteína EGR-1. A EGR-1 é codificada por um gene de expressão imediata homônimo e atua como um importante marcador de ativação neuronal e modificação da conectividade nas estruturas telencefálicas. As consequências comportamentais do estresse crônico foram avaliadas por meio do teste do campo aberto, do teste do reconhecimento de objetos e do teste do nado forçado. O teste do nado forçado também foi utilizado como indutor de estresse agudo, com o objetivo de estudar a expressão de EGR-1 em resposta a esse tipo de estresse, comparando as duas diferentes condições de estresse crônico pré-existente. Observou-se no teste de campo aberto, que as fêmeas apresentam maior atividade locomotora que os machos, enquanto que, no teste de reconhecimento de objetos, os ratos machos possuem melhor capacidade mnemônica. Todavia, em todos testes comportamentais, não foram observadas diferenças significativas em relação à comparação entre grupos controles e separados. Foi porém observado que os animais separados e submetidos ao nado forçado apresentaram maior expressão de EGR-1 em multiplas subregiões do córtex pré-frontal quando comparados com animais não separados. Esse achado sugere que a exposição a estresse crônico durante o desenvolvimento pós-natal poderia predispor o córtex pré-frontal a uma maior capacidade de reorganização sináptica em resposta a novas situações de estresse no futuro. Esse mecanismo poderia estar na base do fenômeno da resiliência e poderia assim explicar a ausência de efeitos comportamentais observada em animais separados. |
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