Terapia com laser de baixa potência para prevenção e manejo da mucosite oral em pacientes com leucemia linfoblástica aguda: estudo piloto

A mucosite oral é uma das complicações mais comuns e dolorosas induzidas por radioterapia e/ou quimioterapia e pode gerar sérias complicações no quadro clínico do paciente. A utilização da terapia com laser de baixa potência para o tratamento e prevenção da mucosite oral (MO) tem apresentado excelen...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Alves, Marcela Pessanha Ferraz
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/14215
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14215
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Chemotherapy
Lasertherapy
Acute lymphoblastic leukemia
Oral mucositis
Quimioterapia
Laserterapia
Leucemia linfoblástica aguda
Mucosite oral
CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA::PERIODONTIA
Descripción
Sumario:A mucosite oral é uma das complicações mais comuns e dolorosas induzidas por radioterapia e/ou quimioterapia e pode gerar sérias complicações no quadro clínico do paciente. A utilização da terapia com laser de baixa potência para o tratamento e prevenção da mucosite oral (MO) tem apresentado excelentes resultados clínicos, por ser bem tolerada, e não apresentar desconforto, toxicidade e efeitos colaterais. No entanto, são necessárias mais pesquisas para melhorar a utilização do laser e assim, obter a melhor biomodulação de reações teciduais. O objetivo geral dessa pesquisa foi avaliar a incidência de MO nos pacientes com LLA que receberam laser profilático. Trata-se de um estudo piloto tipo ensaio clínico controlado, aleatorizado, duplo cego e prospectivo. Foram avaliados 21 pacientes com diagnóstico de Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) submetidos à quimioterapia no período de março até novembro de 2015. Os pacientes foram aleatorizados previamente ao início do estudo entre receber tratamento com laser de baixa potência com comprimento de onda de 660nm ou 808nm ambos com 100 mW, 4J/cm2, 1J e um spot size de 0,24 cm2. Os pacientes foram avaliados durante o período de internação, diariamente, do D 0 ao D +5 e posteriormente no controle ambulatorial. As análises estatísticas foram realizadas por pacientes e por blocos de quimioterapia e foi possível notar que em ambos os grupos a incidência de MO foi baixa, nenhum paciente desenvolveu mucosite oral grau 4 na escala da OMS, nenhum paciente precisou usar opioide para controlar a dor de MO e não foram registrados casos de interrupção ou atraso do tratamento quimioterápico devido à mucosite grave. Além disso, o tempo máximo para a resolução da mucosite foi de quatro dias e não ocorreram casos de reinternação com motivo primário de MO. A aplicação do laser foi bem tolerada por todos os pacientes e não houve qualquer efeito colateral derivado de seu uso. O grupo 1, que recebeu a profilaxia com laser vermelho, apresentou maior incidência de Mucosite oral sem diferença significante e com maior tempo de duração das lesões na análise por pacientes em relação ao grupo 2, que recebeu a profilaxia com o laser infravermelho. Esses resultados sugerem que o cuidado na prevenção da MO com as duas fontes de laser, associados com a higiene oral foi eficaz. E que a profilaxia para a prevenção da mucosite associada ao cuidado imediato, ao primeiro sintoma dos pacientes, pode ser fundamental para a rápida resolução das lesões.