Impossíveis sinceridades em “A desejada das gentes” de Machado de Assis
Este artigo se propõe a analisar o conto “A desejada das gentes” de Machado de Assis, focando na maneira com o que o personagem do Conselheiro utiliza a ironia como processo de contornar e negar sentimentos que o causam desconforto, viabilizando o surgimento de múltiplas leituras distintas a partir...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Alagoas (UFAL) |
| Repositorio: | Revista Leitura (Maceió. Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.seer.ufal.br:article/12038 |
| Acceso en línea: | https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/12038 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Conto. Ironia. Machado de Assis. Negação. Sinceridade Literatura brasileira |
| Sumario: | Este artigo se propõe a analisar o conto “A desejada das gentes” de Machado de Assis, focando na maneira com o que o personagem do Conselheiro utiliza a ironia como processo de contornar e negar sentimentos que o causam desconforto, viabilizando o surgimento de múltiplas leituras distintas a partir das várias camadas de sentido criadas pela ironia. O referencial partirá de teorias acerca da ironia, através dos autores D. C. Muecke (2008) e Linda Hutcheon (1994), teorias sobre o contexto geral sobre a obra de Machado de Assis, com Antonio Candido (1977) e Roberto Schwarz (2000), e um estudo prévio de Mirelle Márcia Longo (2012) sobre o conto “A desejada das gentes” (2016). A partir dessa análise, nos deparamos com o uso da ironia como maneira de omitir certos pensamentos e sentimentos do personagem, mas sempre indicando a possibilidade de que há algo velado sob os sentidos mais literais do que está sendo expresso, e que acaba por aproximar as elaborações do personagem sobre si das interpretações do leitor sobre o texto. |
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