Poética e Retórica nas Heroides de Ovídio: uma análise da epístola I De Penélope a Ulisses
Públio Ovídio Nasão (43 a. C. - 17 d. C) foi um dos autores mais versáteis e prolíficos do período augustano da Literatura Latina, deixando-nos como legado uma obra que abarca desde elegias que cantam aventuras e decepções amorosas ou lamentam o exílio, a poemas didáticos ou de caráter etiológico. E...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/139555 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/139555 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Ovídio Heroides Retórica clássica Poética clássica Penélope Ovid Classic rhetoric Classic poetics |
| Resumo: | Públio Ovídio Nasão (43 a. C. - 17 d. C) foi um dos autores mais versáteis e prolíficos do período augustano da Literatura Latina, deixando-nos como legado uma obra que abarca desde elegias que cantam aventuras e decepções amorosas ou lamentam o exílio, a poemas didáticos ou de caráter etiológico. Em meio aos primeiros escritos do autor encontram-se as Heroides, coleção de 21 elegias epistolares, tradicionalmente dividida em duas séries: a primeira formada por correspondências nas quais heroínas lendárias remetem súplicas ou lamentos aos amados distantes; a segunda, por trocas de cartas entre célebres casais do mito. Escrito provavelmente entre 20 e 16 a.C., o conjunto de poemas destaca-se pela forma com que foi composta, na qual se juntam ao gênero epistolar, elementos e metro próprios da elegia amorosa romana e uma escrita que revela traços da retórica cultuada na época. E, se por um lado, não se pode afirmar categoricamente que Ovídio seja o pioneiro a valer-se de tal mescla de gêneros, uma vez que Propércio já havia utilizado o modo epistolar anteriormente no terceiro poema a integrar o livro IV de sua obra elegíaca, por outro lado, sabe-se que é pela arte ovidiana que o formato é largamente desenvolvido e ganha status de coleção, inovando, ainda, ao buscar na tradição literária a voz presente em cada uma das correspondências. Ao se levar em consideração a singularidade proporcionada por esse entrecruzamento de gêneros e estilo de escrita, tem-se um produtivo foco de estudo, uma vez que a forma possibilita a identificação de conceitos ligados tanto às poéticas e como aos estudos retóricos desenvolvidos na Antiguidade, e os respectivos efeitos que causam na tessitura poética das epístolas. Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo, além de reunir informações sobre as Heroides e dos componentes de sua arquitetura literária, analisar os recursos retórico-poéticos que participam da construção da primeira epístola que integra a obra, “De Penélope a Ulisses”, a fim de entender, por meio do próprio poema, a peculiaridade da construção da coleção de cartas e destacar a expressividade poética do texto. |
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