Uma análise sociolinguística sobre a concordância verbal de terceira pessoa do plural e o contato linguístico no Português L2 da variedade moçambicana

Seguindo os pressupostos da Teoria da Variação e Mudança (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968), observou-se o comportamento dos moçambicanos, falantes de português como segunda língua, em relação a alternância das marcas de plural, e, assim, constatou-se o estatuto de uma regra variável de concordância n...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pissurno, Karen Cristina da Silva
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
Repositorio:Tabuleiro de Letras
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revistas.uneb.br:article/7951
Acesso em linha:https://revistas.uneb.br/index.php/tabuleirodeletras/article/view/7951
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Concordância Verbal
Multilinguismo
Português L2
Descrição
Resumo:Seguindo os pressupostos da Teoria da Variação e Mudança (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968), observou-se o comportamento dos moçambicanos, falantes de português como segunda língua, em relação a alternância das marcas de plural, e, assim, constatou-se o estatuto de uma regra variável de concordância na variedade em estudo, nos limites de uma semicategórica, consoante Labov (2003). Verificou-se a atuação do contato linguístico com as línguas Bantu faladas no país em relação à outras variáveis linguísticas, como a escolaridade e o conhecimento de português propriamente dito. Para realizar o tratamento estatístico dos dados, utilizou-se o pacote de programas Goldvarb X. Por meio do controle estatísticos de condicionamentos linguísticos e extralinguísticos, as variáveis que se mostraram relevantes para amostra foram a escolaridade, a(s) língua(s) dominada(s) pelo informante,  a transitividade verbal e a animacidade do sujeito. Notou-se também que os grupos de fatores sociais podem influenciar o grau de realização das marcas e que os dados de não marcação são de naturezas distintas daqueles contextos tidos como universais para o cancelamento das marcas de número. A partir das discussões levantadas, identificou-se que o Português de Moçambique ainda seria uma variedade em formação.