Referência, necessidade e ciência: um estudo do essencialismo científico de Saul Kripke
Em janeiro de 1970, Saul Kripke proferiu três conferências na Universidade Princeton. A transcrição dessas conferências foi publicada em 1980 como Naming and Necessity. Nessa obra, Kripke critica o descritivismo, explicação então mais aceita para a função referencial dos nomes próprios, e apresenta...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/39341 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/39341 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Kripke Descritivismo Referência Essencialismo Necessidade A posteriori Descriptivism Reference Essentialism Necessity |
| Sumario: | Em janeiro de 1970, Saul Kripke proferiu três conferências na Universidade Princeton. A transcrição dessas conferências foi publicada em 1980 como Naming and Necessity. Nessa obra, Kripke critica o descritivismo, explicação então mais aceita para a função referencial dos nomes próprios, e apresenta a sua própria visão sobre o assunto. Em Naming and Necessity, Kripke também sustenta uma concepção que ficou conhecida como “essencialismo científico”, a qual afirma a existência de verdades necessárias a posteriori. Esta dissertação procura investigar de que maneira se relacionam as idéias sobre a referência e sobre o essencialismo científico no interior do pensamento kripkeano. Assim, no primeiro capítulo, procura-se apresentar as principais características do descritivismo. Em linhas gerais, a concepção descritivista, cujas origens remontam a certas idéias de Frege e Russell, estabelece que a explicação para a referência de um nome próprio passa pelas descrições associadas ao termo, as quais seriam satisfeitas univocamente pelo objeto designado. O segundo capítulo se ocupa dos argumentos kripkeanos contrários ao descritivismo. Esses argumentos são de três tipos: modal, epistêmico e semântico. A adequada compreensão desses argumentos, bem como do modelo explicativo alternativo proposto por Kripke, exige certos conceitos fundamentais, como o de mundos possíveis, a distinção entre modalidades epistêmicas e modalidades metafísicas, e o de designação rígida. Por isso, esse capítulo também busca expor tais noções. Finalmente, o terceiro capítulo é dedicado ao essencialismo científico desenvolvido por Kripke. Grosso modo, uma posição essencialista sustenta que os objetos possuem propriedades essenciais; isto é, propriedades que são exemplificadas em todos os mundos possíveis nos quais os objetos existem. O essencialismo científico afirma que cabe à ciência revelar essas propriedades essenciais, as quais seriam verdades necessárias a posteriori. O capítulo 3 examina o essencialismo quanto à origem biológica e aquele sobre a origem e composição material dos artefatos, além de outros aspectos relacionados ao tema discutidos por Kripke. |
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