Avaliação do cumprimento da norma brasileira de comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância, bicos, chupetas e mamadeiras (NBCAL) na cidade de João Pessoa

O Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno foi promulgado pela Organização Mundial da Saúde em 1981 em resposta ao declínio nas taxas de aleitamento materno (AM) em todo o mundo, visando controlar o marketing de fórmulas infantis e outros produtos utilizados como subst...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Talita Maria Alves Lopes da
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpb.br:123456789/31380
Acceso en línea:https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/31380
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAO
Leite materno - Substitutos - Legislação
Aleitamento materno
Publicidade de alimentos
Fórmulas infantis
Legislação sobre alimentos
Breast milk - Substitutes - Legislation
Breastfeeding
Food advertising
Infant formulas
Food legislation
Descripción
Sumario:O Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno foi promulgado pela Organização Mundial da Saúde em 1981 em resposta ao declínio nas taxas de aleitamento materno (AM) em todo o mundo, visando controlar o marketing de fórmulas infantis e outros produtos utilizados como substitutos do leite humano. No Brasil o Código foi adotado como Lei (nº 11.265) em 2006, porém esta lei nunca foi avaliada sistematicamente em território nacional. Este estudo fez parte de um projeto multicêntrico que foi realizado em sete cidades Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, João Pessoa, Florianópolis,Ouro Preto e Belém. Aprovado no Edital nº 13/2017 do CNPq, teve o objetivo de avaliar o cumprimento desta lei em estabelecimentos comerciais e o conhecimento sobre a mesma pelos gerentes desses estabelecimentos. Objetivou-se também avaliar a precepção materna sobre essa lei, para isto foi realizado um estudo qualitativo utilizando a técnica de entrevistas abertas à 14 mães de crianças menores de três anos recrutadas através do método snowball sampling. Também foi realizado inquérito nos estabelecimentos comerciais com a aplicação de um questionário estruturado que identificaria o cumprimento ou não da lei. Foram avaliados 204 estabelecimentos em João Pessoa. No que se refere às infrações à NBCAL, 60,3% dos estabelecimentos apresentaram infrações. A estratégia comercial de exposição especial de produtos foi a mais praticada (43,6%), seguido de promoção de preços (39, 2%). Os dados do presente estudo sugerem que os profissionais do comércio responsáveis pela organização e distribuição dos produtos que estão no escopo da lei, conhecem a legislação, pois dentre os estabelecimentos visitados, uma menor proporção (30,9%) praticava promoção comercial cujo a lei não permite. Por outro lado, temos o desconhecimento da NBCAL por parte dos gerentes e farmacêuticos, profissionais que orientam as mães em suas escolhas e que podem incentivá-las ao uso de produtos que competem com o AM. As entrevistas das mães foram avaliadas através dos métodos de análise de discurso e nuvem de palavras e refletem o quanto esse grupo é vulnerável e tem sido alvo de informações que desencorajam e podem levar à interrupção do AM. Os áudios das mães carregam informações de que os cuidados com as mesmas precisam ser reforçados para proteger o AM. Intervenções para a melhora desse quadro devem ser multinível, não apenas direcionadas às mães e profissionais de saúde, para que toda população conheça a legislação que protege o AM e use ferramentas para fazê-la se cumprir.