Impérios em crise e “Pais Falhandos”: patrilinearidade e masculinidade n’ Os Lusíadas

O poema épico Os Lusíadas reflecte a masculinidade imperial em meados do século XVI através da narração gloriosa dos feitos do Vasco da Gama e dos seus sucessores. No entanto, Camões expressa simultaneamente a sua preocupação com uma perda da glória e do poder, e é possível fazer uma analogia entre...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Castro, Denise Saive
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Via Atlântica (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/140204
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/viaatlantica/article/view/140204
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:empire
masculinity
Os Lusíadas
império
masculinidade
Descrição
Resumo:O poema épico Os Lusíadas reflecte a masculinidade imperial em meados do século XVI através da narração gloriosa dos feitos do Vasco da Gama e dos seus sucessores. No entanto, Camões expressa simultaneamente a sua preocupação com uma perda da glória e do poder, e é possível fazer uma analogia entre a efeminação e a fraqueza do império. Concretamente, os cantos IX e X podem ser lidos como uma retórica de encorajamento a D. Sebastião para assumir o seu papel de ser o pai da nação. Este ensaio foca particularmente na construção patrilinear e demonstra como kleos (a glória heróica que é passada de pai para filho) se desfaz durante as conquistas imperiais, revelando um império em crise.