Eficiência do aparelho intraoral no tratamento da síndrome da apneia obstrutiva do sono em obesos grau III

Os aparelhos intraorais (AIOs) de avanço mandibular, têm sido sugeridos como tratamentos alternativos aos intolerantes ou não aderentes à pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), no entanto não há estudos que avaliem a efetividade de AIO em pacientes obesos grau III, população bastante afet...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Alvarenga, Sílvia de Carvalho
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-24012019-095137
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/25/25144/tde-24012019-095137/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Aparelho intraoral de avanço mandibular
Apneia obstrutiva do sono
Obesidade
Obesity
Obstructive sleep apnea
Oral appliance
Descripción
Sumario:Os aparelhos intraorais (AIOs) de avanço mandibular, têm sido sugeridos como tratamentos alternativos aos intolerantes ou não aderentes à pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), no entanto não há estudos que avaliem a efetividade de AIO em pacientes obesos grau III, população bastante afetada pela presença de SAOS. Por isso este ensaio clínico randomizado teve por objetivo avaliar a melhora na qualidade de sono, qualidade de vida, sonolência diurna e gravidade de SAOS, antes e após o uso de AIO, comparado com o uso da placa ajustável de silicone, em pacientes com grau III de obesidade. A amostra foi composta por quarente e cinco pacientes com AOS leve/moderada/severa, foram aleatoriamente divididos em dois grupos paralelos: AIO e controle passivo (placa ajustável de silicone). Foram aplicados questionários relativos à qualidade de vida, presença de sonolência diurna excessiva e qualidade do sono e também foram submetidos a exames de polissonografia antes do início e depois de 45 dias de uso do tratamento. Não houve diferença significativa nas variáveis idade e medidas antropométricas entre grupos (p<0,001). Diferenças foram encontradas na qualidade de vida, sonolência diurna e qualidade do sono, em favor do tratamento com AIO (p<0,001) e houve melhora significativa no índice de apneia-hipopneia (IAH) entre o baseline e pós-tratamento no grupo AIO (p<0,001). Pode-se concluir que o AIO proposto foi eficiente e pode ser considerado tratamento alternativo ou coadjuvante viável da SAOS em pacientes obesos grau III.