Palavrão, (des)cortesia e identidade: uma análise de entrevistas de rappers paulistanos

Este estudo analisa o uso de palavrões em entrevistas de rappers periféricos de São Paulo, veiculadas no programa Conversa com Bial e no podcast Mano a Mano. O objetivo é investigar como esses vocábulos funcionam discursivamente e como contribuem para a construção de identidade e a comunicação de va...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Araujo, Ruth Agostinho
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-01102025-143018
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-01102025-143018/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cortesia verbal
Identidade
Identity
Palavrão
Periferia
Periphery
Pragmática
Pragmatics
Swear words
Verbal politeness
Descrição
Resumo:Este estudo analisa o uso de palavrões em entrevistas de rappers periféricos de São Paulo, veiculadas no programa Conversa com Bial e no podcast Mano a Mano. O objetivo é investigar como esses vocábulos funcionam discursivamente e como contribuem para a construção de identidade e a comunicação de valores culturais. A metodologia adotada envolveu a análise pragmática das transcrições, identificando as funções dos palavrões como recursos para fortalecer a expressividade. Os resultados indicam que o uso de palavrões não se limita à vulgaridade, mas exerce um papel estratégico na comunicação, intensificando mensagens e reforçando a autenticidade dos rappers. Além disso, o estudo revela como o contexto de interação, a presença de interlocutores não periféricos e o tipo de mídia influenciam a escolha e a frequência dos palavrões, com os falantes ajustando suas estratégias de acordo com as normas sociais e as expectativas do público. Em conclusão, o trabalho demonstra que os palavrões desempenham uma função importante na reconfiguração de normas de comunicação e poder, sendo usados como uma forma de empoderamento cultural e de resistência simbólica na construção da identidade periférica