Pela reconquista das altas coberturas vacinais

O declínio global das coberturas vacinais levou a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, a definir a hesitação vacinal como uma das dez maiores ameaças mundiais à saúde pública. No Brasil, a queda da cobertura vacinal teve início em 2012, acentuando-se a partir de 2016, e sendo agravada pela p...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Homma, Akira, Maia, Maria de Lourdes de Sousa, Azevedo, Isabel Cristina Alencar de, Figueiredo, Isabella Lira, Gomes, Luciano Bezerra, Pereira, Clebson Veríssimo da Costa, Paulo, Eliana de Fátima, Cardoso, Daniel Bruschi
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Recursos:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/57764
Acesso em linha:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/57764
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cobertura Vacinal
Vacinação
Imunização
Vacinas
Vaccination Coverage
Vaccination
Immunization
Vaccines
Cobertura da Vacunación
Vacunación
Inmunización
Vacunas
03 Saúde e Bem-Estar
Descrição
Resumo:O declínio global das coberturas vacinais levou a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019, a definir a hesitação vacinal como uma das dez maiores ameaças mundiais à saúde pública. No Brasil, a queda da cobertura vacinal teve início em 2012, acentuando-se a partir de 2016, e sendo agravada pela pandemia de COVID-19. O alerta da baixa cobertura vacinal vem acompanhado pela reintrodução de doenças imunopreveníveis como o sarampo. O retorno de doenças até então eliminadas, como a poliomielite, pode agravar a crise sanitária ainda em curso. Mesmo sendo reconhecido como um dos mais efetivos programas de imunizações do mundo e dos esforços permanentes, o Programa Nacional de Imunizações enfrenta um cenário extremamente adverso no que tange às coberturas vacinais. Este artigo descreve o Projeto pela Reconquista das Altas Coberturas Vacinais (PRCV) e a estratégia de trabalhar na ponta do sistema, executada nos territórios, que vem sendo implementada desde 2021 e já começa a apresentar resultados promissores. O PRCV foi organizado em três eixos temáticos com atuação compartilhada e ações específicas, a saber: vacinação; sistemas de informação; comunicação e educação. Os resultados já alcançados permitem afirmar que é possível conseguir a reversão das baixas coberturas vacinais, a partir da articulação de ações estruturais e interinstitucionais, com o fortalecimento das políticas públicas e desenvolvimento de medidas de curto, médio e longo prazos. Os fatores mais potentes do PRCV são sua abordagem junto aos profissionais da ponta, o pacto social pela vacinação, e a estruturação de redes locais de apoio às imunizações.