Fibromialgia e disfunção temporomandibular: uma revisão de escopo

A fibromialgia (FM) é uma síndrome complexa com alterações nociplásticas, caracterizadas por hiperalgesia e alodinia, frequentemente acompanhada pela presença de dor orofacial. Estudos têm demonstrado alta prevalência de disfunção temporomandibular (DTM) em pacientes fibromiálgicos, como fator etiol...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Bosco, Tenille, L. S. Torres, Iraci, Stein, Dirson João, Finamor de Oliveira, Fabrício
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Clinical and Biomedical Research
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:seer.ufrgs.br:article/128039
Acceso en línea:https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/128039
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fibromialgia
Disfunção temporomandibular
Dor nociplástica
Tratamento da fibromialgia
Descripción
Sumario:A fibromialgia (FM) é uma síndrome complexa com alterações nociplásticas, caracterizadas por hiperalgesia e alodinia, frequentemente acompanhada pela presença de dor orofacial. Estudos têm demonstrado alta prevalência de disfunção temporomandibular (DTM) em pacientes fibromiálgicos, como fator etiológico ou agravante. O objetivo desta revisão foi avaliar a ocorrência concomitante da DTM e da síndrome fibromiálgica e o seu tratamento. Tratamentos não-farmacológicos, como psicoterapia e exercícios físicos, melhoram a dor, a qualidade de vida e a saúde mental dos pacientes. Duloxetina e Pregabalina são aprovadas pela ANVISA para o tratamento da FM, aos quais o FDA inclui o milnaciprano. Os principais fármacos utilizados para os sintomas de FM são pregabalina, amitriptilina, antidepressivos duais, tramadol, baixas doses de naltrexona e canabinoides. A associação de fármacos pode ser útil para aumentar a eficácia do tratamento e reduzir as doses dos mesmos. Por outro lado, novas terapias não farmacológicas, como as técnicas modulatórias não-invasivas, surgem como opções promissoras, promovendo alterações neuroplásticas importantes no tratamento. Conclusão: Há diversas opções terapêuticas farmacológicas e não-farmacológicas disponíveis no tratamento do paciente fibromiálgico para o especialista em DTM e Dor Orofacial. Portanto, a combinação de diferentes abordagens pode auxiliar na obtenção de um protocolo individualizado, adequado às necessidades do paciente.