Identificação de hospedeiros alternativos do Tomato chlorosis virus

O tomateiro (Solanum lycopersicum L.) é uma das hortaliças mais cultivadas no mundo. No Brasil, a cultura está entre as de maior importância econômica e social. Nos últimos anos, foi detectada a incidência de uma espécie de crinivirus, Tomato clorosis virus (ToCV), nos principais estados produtores...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Fariña, Arnaldo Esquivel
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-28042016-112325
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-28042016-112325/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Solanum lycopersicum
crinivirus
Crinivirus
Epidemiologia
epidemiology
Tomateiro
tomato
Descrição
Resumo:O tomateiro (Solanum lycopersicum L.) é uma das hortaliças mais cultivadas no mundo. No Brasil, a cultura está entre as de maior importância econômica e social. Nos últimos anos, foi detectada a incidência de uma espécie de crinivirus, Tomato clorosis virus (ToCV), nos principais estados produtores dessa hortaliça no país. O ToCV é transmitido por Bemisia tabaci biótipo B de maneira semi-persistente. O objetivo deste trabalho foi identificar hospedeiros alternativos do isolado brasileiro do ToCV, que podem atuar como fonte primária de inóculo do patógeno. Um isolado brasileiro (A JQ952600) foi inoculado em plantas sadias de 73 espécies, pertencentes a 14 famílias, por meio de B. tabaci biótipo B, em testes com e sem chance de escolha do vetor. Também foi avaliada a preferência para oviposição do vetor em testes com chance de escolha. Por último, foi feita a recuperação do vírus das hospedeiras suscetíveis infectadas para plantas de tomate por meio do vetor, em teste sem chance de escolha. A detecção do ToCV foi feita por nested- PCR a partir de RNA total extraído das amostras foliares. Foram usados os pares de oligonucleotídeos iniciadores HS-11 / HS-12 e TOC-5 / TOC-6. O amplicon específico do ToCV de 463 pb esperado foi detectado no RNA total extraído de 19 espécies pertencentes às famílias Solanaceae e Amaranthaceae. A identidade do isolado viral foi confirmada por sequenciamento de nucleotídeos de alguns amplicons. Confirmou-se a suscetibilidade de Chenopodium album, Datura stramonium, Gomphrena globosa, Nicotiana benthamiana, N. clevelandii, N. edwarsonii, N. glutinosa, N. tabacum, Solanum americanum, S. pimpinellifolium e Spinacea oleracea à infecção com o ToCV. As espécies Capsicum annuum, Physalis angulata, P. peruviana e S. tuberosum var. Asterix, relatadas como suscetíveis ao vírus no campo, foram infectadas experimentalmente. Beta vulgaris var. cicla, Chenopodium quinoa, S. aculeatissimum, S. melongena e S. sessiliflorum foram identificadas pela primeira vez como espécies suscetíveis ao ToCV. No teste de transmissão com chance de escolha do vetor, verificou-se alta suscetibilidade de quase todas as espécies à infecção com o ToCV. Também se encontrou que a grande maioria das espécies suscetíveis ao vírus exibiu boa preferência à oviposição de B. tabaci biótipo B. Porém, as espécies da família Amaranthaceae mostraram os menores valores para estas duas variáveis. No teste de recuperação do ToCV para plantas de tomate, todas as espécies identificadas como suscetíveis ao vírus mostraram ser boas fontes de inóculo do patógeno. A eliminação de hospedeiros alternativos do vírus presentes na vegetação espontânea, restos de culturas e plantas voluntarias infectadas deve ser parte das estratégias de manejo do amarelão do tomateiro.