A pedagogia do Rosário, conteúdo educativo da festa: estudo do potencial pedagógico contido na festa de Nossa Senhora do Rosário

Elaborado como dissertação de Mestrado em educação, "A Pedagogia do Rosário-caráter educativo da Festa", objetivou desvendar os conteúdos educativos presentes na Festa de Nossa Senhora do Rosário, em Sete Lagoas-MG. Através da participação nesses eventos, nos anos de 1981 e 1982 e de entre...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Maria das Merces Bonfim Ambrosio
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1989
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Repositorio:Repositório Institucional da UFMG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufmg.br:1843/FAEC-87DJEQ
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/1843/FAEC-87DJEQ
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Festa de nossa senhora do rosário
Conteúdos educatiovs
Igreja Católica
Raça negra
Cultura popular
Educação
Festas folclóricas
Identidade social
Catolicismo
Nossa Senhora do Rosario, Festa de
Festas religiosas
Descrição
Resumo:Elaborado como dissertação de Mestrado em educação, "A Pedagogia do Rosário-caráter educativo da Festa", objetivou desvendar os conteúdos educativos presentes na Festa de Nossa Senhora do Rosário, em Sete Lagoas-MG. Através da participação nesses eventos, nos anos de 1981 e 1982 e de entrevistas com membros das guardas de Nossa Senhora do rosário naquela cidade- além de leitura orientada-foi possível traçar as linhas dessa pedagogia, presentes neste trabalho. Trata-se de uma manifestação cultural da raça negra, que em Sete Lagoas é realizada no período de agosto a outubro, durante um fim-de-semana, cada Guarda realizando sua prórpia Festa, e partcipando, como convidada, nas outras. A fala, o canto e a dança dos auto-denominados "pretinhos do Rosário" , ao tempo em que se refere a dados da história "oficial", como a escravidão, formula sua própria história numa linguagem propria, em que a lógica racionalista apontaria algumas idiossincrasias. Entretanto, passada de geração a geração, essa memória mostra-se fundamental em "manter a tradição" que confere aos "pretinhos" uma identidade prórpia. Fazer a festa é o modo de afirmar essa identidade, referida nçao só à dominação cotidiana, mas a um passado de realeza, saberania e escravidão. Tal contradição, realizada nas contradições em que vivem esses agentes, propulsiona uma prática pedagógica através da qual os "pretinhos"vivem, na Festa , a festa e a luta. Ao se convocarem, a cada ano, a "fazer mais Festa",indicam que é possível viver, mais do que só trabalhar.