Clubes de gravura no Brasil (1947-1960) : realismo socialista à brasileira

A presente tese analisa a formação, o funcionamento e as relações dos clubes de gravura no Brasil, entendendo essas entidades como parte de um projeto político e cultural vinculado ao Partido Comunista do Brasil (PCB), que tinha como objetivo popularizar uma arte que se comunicasse com a vida da cla...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Duprat, Andréia Carolina Duarte
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/266703
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/266703
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Arte
Gravura
Realismo socialista
Comunismo
Social art
Clubes de gravura
Socialist realism
Communism
Descripción
Sumario:A presente tese analisa a formação, o funcionamento e as relações dos clubes de gravura no Brasil, entendendo essas entidades como parte de um projeto político e cultural vinculado ao Partido Comunista do Brasil (PCB), que tinha como objetivo popularizar uma arte que se comunicasse com a vida da classe trabalhadora, ao mesmo tempo em que se posicionou criticamente contra o abstracionismo e a intervenção estrangeira na cultura do país. O surgimento da proposta dos clubes de gravura ocorreu a partir do realismo socialista soviético, mas sua efetiva aplicação foi conformada por influências mais heterogêneas como a arte de Käthe Kollwitz, a gravura revolucionária chinesa e o Taller de Gráfica Popular do México. O primeiro Clube de Gravura foi criado em Porto Alegre, em 1950, tendo Carlos Scliar como o principal articulador do projeto no Rio Grande do Sul e em outros estados brasileiros. A partir da primeira experiência foram fundadas entidades semelhantes em Bagé, Curitiba, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis. Entre os artistas envolvidos nos clubes de gravura estavam, além de Carlos Scliar, Vasco Prado, Abelardo da Hora, Ladjane, Violeta Franco, Nilo Previdi, Renina Katz, Loio Pérsio, Clóvis Graciano, Mário Gruber, Chlau Deveza, Rachel Strosberg e Aldo Nunes. Além dos clubes propriamente ditos, foi dado destaque a algumas revistas culturais, vinculadas ou não ao PCB, que deram suporte à sua produção, como a Horizonte, de Porto Alegre, a Revista da Guaíra e a Joaquim, de Curitiba, a Sul, de Florianópolis, e a Fundamentos de São Paulo. O projeto dos clubes de gravura foi perdendo força na segunda metade dos anos 1950, com as entidades encerrando suas atividades ao longo dos últimos anos da década, o que pode ser atribuído a uma mudança mais geral da conjuntura, marcada pela morte de Stalin e a denúncia do stalinismo, por uma mudança de linha política do PCB e também pelo avanço do abstracionismo no campo das artes.