Diálogo, palavra e o certo: o PCC diante do Estado, em Pedrinhas

Esta etnografia foi constituída a partir de conversas com diferentes homens aprisionados em um pavilhão, pertencente ao PCC, do Complexo Prisional de São Luís-MA, conhecido como \"Penitenciária de Pedrinhas\". A partir dessas conversas, procuro descrever, inicialmente, o que meus interlocu...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Miguez, Lúcia Mendes
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-08092025-120520
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-08092025-120520/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Crime
Estado
PCC
Prisão
Prison
State
Trabalho
Work
Descripción
Sumario:Esta etnografia foi constituída a partir de conversas com diferentes homens aprisionados em um pavilhão, pertencente ao PCC, do Complexo Prisional de São Luís-MA, conhecido como \"Penitenciária de Pedrinhas\". A partir dessas conversas, procuro descrever, inicialmente, o que meus interlocutores compreendem como uma maneira digna de cumprimento de pena, pelo cumprimento de seus direitos, e a forma que desenvolveram para os demandar. Depois, a partir do problema disparador de nosso campo, o trabalho dentro daquela Unidade, discuto como os irmãos e companheiros entendem a escassez de oportunidades de trabalho ali operante, relacionada à categoria estatal \"faccionados\". Defendem que são \"faccionados\" específicos, e entendem que a administração prisional também pressupõe essa especificidade. Me debruço ainda sobre como os predicados sugeridos pelo termo \"faccionado\" são ressignificados por meus interlocutores a partir de suas experiências com o crime. Por fim, percorro os modos como os irmãos e companheiros definem o Estado, a Justiça e a administração prisional, referentes cujo grau de abstração é circunstancialmente definido. Depois, em oposição, procuro delinear as razões pelas quais meus interlocutores enxergam a si mesmos e ao PCC, em sua transcendência, como o certo. Trata-se, portanto, de uma descrição analítica resultante do encontro entre as questões elencadas por alguns homens deste pavilhão e as incitações e escutas por parte de mim e da minha co-orientadora. Um texto que descreve pontos de vista produtores de sucessivas refrações, e que é, por isso, ele mesmo uma refração do que irmãos e companheiros me contaram