Fluxo de consciência e mise en abyme em Bolero de Ravel, de Menalton Braff

Esta pesquisa buscou, por meio de estudo bibliográfico, apresentar a análise do romance Bolero de Ravel, de Menalton Braff, considerando seu processo de construção. Buscamos refletir sobre a estrutura do romance no intuito de rastrear o processo de espelhamento observado entre a narrativa em tempo p...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bossolani, Kelvin Walker
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/202674
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/202674
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bolero de Ravel
Memória
Mise en abyme
Memory
Descripción
Sumario:Esta pesquisa buscou, por meio de estudo bibliográfico, apresentar a análise do romance Bolero de Ravel, de Menalton Braff, considerando seu processo de construção. Buscamos refletir sobre a estrutura do romance no intuito de rastrear o processo de espelhamento observado entre a narrativa em tempo presente e as digressões do narrador, as quais compõem narrativas secundárias, que, apresentadas por analepses, se encaixam à narrativa em tempo presente. Por meio da leitura, lançamos luz sobre os motivos, fatos e ações que se repetem de maneira obsessiva na vida do narrador, justificando a condição na qual este se encontra. Com base nesta compreensão, foi possível, ainda, cotejar os sentidos observados em uma das narrativas secundárias que compõem o romance, corroborando a hipótese da construção en abyme, escopo desta pesquisa, permitindo compreender o intrigante processo de construção por encaixe e espelhamento característico da mise en abyme. Não obstante, refletimos sobre o procedimento em questão de modo a desnudar o funcionamento da representação mental de um indivíduo contemporâneo que se encontra, por sua posição a margem, inerte e amorfo em meio à ordem social dominante.