A transparência na expressão da quantificação nas línguas indígenas das famílias Tupi-Guarani e Maku

O presente artigo investiga a transparência na expressão da quantificação em oito línguas indígenas de duas famílias do Brasil, Tupi-Guarani e Maku. O objetivo é, a partir da perspectiva da Gramática Discursivo-Funcional (Hengeveld; Mackenzie 2008), analisar a quantificação nas línguas, destacando c...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Paula, Danytiele Cristina Fernandes de, Abreu, Carolina Cau Sposito Ribeiro de
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repositorio:Revista Liames (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8649537
Acceso en línea:https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/liames/article/view/8649537
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Quantificação. Transparência. Família Tupi-Guarani. Família Maku. Gramática discursivo-funcional.
Tipologia linguística
Descripción
Sumario:O presente artigo investiga a transparência na expressão da quantificação em oito línguas indígenas de duas famílias do Brasil, Tupi-Guarani e Maku. O objetivo é, a partir da perspectiva da Gramática Discursivo-Funcional (Hengeveld; Mackenzie 2008), analisar a quantificação nas línguas, destacando como esta ocorre dentro dos níveis de análise, e as relações de transparência e/ou de opacidade a partir da codificação de número. Com base em Câmara et al. (neste volume), parte-se do pressuposto de que a noção de pluralidade é expressa de duas formas, uma específica e outra não-específica. Desse modo, de acordo com a definição de transparência dada por Leufkens (2015) e Hengeveld e Leufkens (inédito), a análise dos dados mostra que as línguas da família Tupi-Guarani são transparentes com relação à expressão da quantificação, indicando apenas uma vez tanto a quantidade específica quanto a não-específica, não havendo acordo ou concordância de número. As línguas da família Maku expressam quantidade específica e não-específica de modos distintos, reforçando a proposta de Câmara et al. (neste volume) a respeito da transparência na expressão das formas de quantificação.