A transparência nas línguas da família Tupi-Guarani: guajá, kamaiurá, kokama e kaiowá
A proposta investiga as relações de transparência e opacidade em quatro línguas da família Tupi-Guarani, por meio dos critérios adotados pelo modelo teórico da Gramática Discursivo-Funcional, desenvolvida por Hengeveld e Mackenzie (2008). Dessa forma, assume-se uma perspectiva funcional e uma aborda...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/202549 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/202549 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Transparência Línguas Indígenas Opacidade Gramática Discursivo-Funcional Família Tupi-Guarani Tupi-Guarani family Indigenous languages Transparency Opacity Functional Discoursive Grammar |
| Sumario: | A proposta investiga as relações de transparência e opacidade em quatro línguas da família Tupi-Guarani, por meio dos critérios adotados pelo modelo teórico da Gramática Discursivo-Funcional, desenvolvida por Hengeveld e Mackenzie (2008). Dessa forma, assume-se uma perspectiva funcional e uma abordagem desse fenômeno, que permite a definição da transparência considerando o alinhamento entre e dentro dos níveis de análise da teoria, o que representa uma inovação do conceito – tradicionalmente concebido como a relação entre forma e significado. O objetivo geral consiste em verificar o compartilhamento de traços entre as línguas da mesma família. Como objetivos específicos, buscaremos i) determinar as propriedades de cada língua, de acordo com nove critérios – aposição, referência cruzada, relações gramaticais, concordância na oração, concordância de negação, expletivos, gênero gramatical; acordo sintagmático; descontinuidade; ii) comparar as línguas de modo a determinar as propriedades que são compartilhadas entre elas. Para tanto, tomam-se, como material de investigação, dados secundários, extraídos da descrição, fornecida em gramáticas e teses por outros autores, das quatro línguas (guajá, kamaiurá, kokama, kaiowá). A partir dos critérios de opacidade propostos por Hengeveld (2011a), Leufkens (2015) e Hengeveld e Leufkens (2018), determinam-se, qualitativamente, os traços de cada língua, comparam-se os resultados de modo a determinar as propriedades que são compartilhadas entre elas. Os resultados mostram o compartilhamento de traços transparentes e opacos entre as quatro línguas, de modo que é possível alcançar uma caracterização geral sistemática das línguas da família Tupi-Guarani nos seguintes aspectos: apresentam um sistema de negação que se manifesta em distintas camadas dos níveis Interpessoal e Representacional; carecem de marcação de gênero e de conjugação verbal; apresentam alinhamento semântico (e não sintático), que caracteriza as línguas ativas, isto é, línguas que distinguem o argumento Ativo dos não-ativos (Inativo e Locativo), e não a função sintática de sujeito e objeto, que implica um alinhamento morfossintático. Desse modo, este estudo torna possível alcançar uma caracterização das línguas da família Tupi-Guarani no que se refere aos traços de transparência/opacidade. Ao descrever e caracterizar tipologicamente essas línguas, este estudo contribui para estudos posteriores, como também para sua preservação. |
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