Abuso sexual e posicionamentos de mulheres/mães: histórias que só existem quando são contadas

Esta dissertação objetiva compreender os posicionamentos assumidos por uma mulher/mãe diante do abuso sexual cometido contra a filha, por seu companheiro e pai da criança abusada. É uma pesquisa qualitativa, configurada nos moldes de Estudo de Caso, cuja referência de método é o de História de Vida,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: BOTELHO, Síria Silva
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/17077
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17077
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Abuso sexual intrafamiliar
violência sexual intrafamiliar
posicionamento de mulher/ mãe
história de vida
Intrafamilial sexual abuse
intrafamilial sexual violence
woman/mother stance
life history
Descripción
Sumario:Esta dissertação objetiva compreender os posicionamentos assumidos por uma mulher/mãe diante do abuso sexual cometido contra a filha, por seu companheiro e pai da criança abusada. É uma pesquisa qualitativa, configurada nos moldes de Estudo de Caso, cuja referência de método é o de História de Vida, com utilização de narrativas biográficas. A análise busca compreender os diversos posicionamentos assumidos ou designados à mulher/mãe, como também considerar o lugar que diferentes marcadores identitários, articulados de modo interseccional, ocupam na sua experiência com o abuso sexual da filha. Além disso, são investigados tanto os aspectos consonantes com as normas estabelecidas, quanto as inflexões, incongruências, dilemas e subversão de verdades óbvias ou canônicas presentes em sua narrativa. De modo geral, a experiência de Carmen com o abuso sexual da filha é afetada pela imbricação de, pelo menos, três marcadores identitários: gênero, classe e raça. A relação que ela estabelece com a articulação entre essas categorias não é estável e combina, simultaneamente, variadas e contraditórias posições, cujos sentidos não são fixos e destinam-se a diferentes propósitos. Compreender a participação da mulher/mãe no abuso sexual a partir dessa perspectiva favorece o questionamento de práticas de controle e fiscalização em relação à eficácia ou não do cuidado que presta à criança abusada, e a negociação criativa e subversivamente de seus posicionamentos no contexto do abuso sexual. Todavia, isso se dá em condições de existência definidas, em um campo de significados estabelecidos, mesmo que não sejam fixos, que possibilitam escolhas limitadas.