Reavaliando a etimologia de abacaxi a partir de novos dados histórico-filológicos

A hipótese etimológica consensual para abacaxi é que esta unidade lexical se origina do tupi, pela junção dos elementos yvá “fruta” e katĩ “que recende”, “que exala cheiro”. No presente artigo, essa hipótese é reavaliada a partir de dados de atestações anteriores desta unidade lexical. Inicialmente,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Maroneze, Bruno
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Filologia e Linguística Portuguesa
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/166154
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/flp/article/view/166154
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Etimologia
Filologia
Tupinismos
Palavras de origem tupi
Etymology
Philology
Tupinisms
Words of Tupian origin
Descripción
Sumario:A hipótese etimológica consensual para abacaxi é que esta unidade lexical se origina do tupi, pela junção dos elementos yvá “fruta” e katĩ “que recende”, “que exala cheiro”. No presente artigo, essa hipótese é reavaliada a partir de dados de atestações anteriores desta unidade lexical. Inicialmente, apresentam-se dados lexicográficos com descrições etimológicas (seção 2); em seguida, avaliam-se as transformações fonético-fonológicas implicadas pela hipótese consensual, que levam à conclusão de que se trata de hipótese controversa (seção 3). Na seção 4, apresentam-se dados histórico-filológicos que mostram que a unidade lexical abacaxi designou um povo indígena, um rio e uma missão jesuítica, no mínimo um século antes de passar a designar uma fruta. Dessa forma, torna-se incoerente supor que uma unidade lexical que se referia a um povo pudesse ter como étimo “fruta que recende”. Por fim, conclui-se que a hipótese etimológica consensual deve ser tratada como controversa e que uma nova hipótese etimológica deve ser buscada não para o nome de uma fruta, mas sim para o nome de um povo indígena.