Estudo clínico randomizado da aspirina em baixa dose como profilaxia para doenças tromboembólicas em pacientes submetidos a artroplastia total do quadril

Estudo clínico analítico longitudinal randomizado da aspirina como profilaxia química em baixa dose associada ao uso da profilaxia mecânica nos pacientes submetidos à artroplastia total do quadril. No estudo foram comparados dois grupos com diferentes doses de aspirina para profilaxia das doenças tr...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: LINS, Raul Carneiro
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/57601
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57601
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Anticoagulante
Artroplastia de quadril
Embolia pulmonar
Aspirina
Trombose venosa
Prevenção/controle
Descripción
Sumario:Estudo clínico analítico longitudinal randomizado da aspirina como profilaxia química em baixa dose associada ao uso da profilaxia mecânica nos pacientes submetidos à artroplastia total do quadril. No estudo foram comparados dois grupos com diferentes doses de aspirina para profilaxia das doenças tromboembólicas e utilizando a ultrassonografia (USG) com dopplerfluxometria para rastreamento da trombose venosa profunda (TVP) baixa. O grupo Controle recebeu 650 mg ao dia de aspirina divididos em duas tomadas e o grupo Intervenção recebeu 200 mg de aspirina ao dia, ambos por 30 dias e associados ao uso de meias elásticas de compressão e deambulação precoce (24 horas de pós-operatório). Na primeira semana após o procedimento, os pacientes foram submetidos a USG com dopplerfluxometria dos membros inferiores para detecção de trombo abaixo da veia poplítea. Após as 4 semanas de uso da medicação nova USG foi realizada para mesmo fim. A presença de trombo em sistema venoso foi definida como evento tromboembólico assintomático e a presença de trombos com sintomas, classificados como doença tromboembólica, podendo ser dividida em TVP ou tromboembolismo pulmonar (TEP). Como desfecho secundário foi investigado possível sangramento associado ao uso da Aspirina através da dosagem pré-operatória do hematócrito e hemoglobina, comparando com as dosagens das mesmas variáveis no pós- operatório imediato e após 6 semanas. Todos os pacientes foram avaliados através de parâmetros clínicos para queixa do trato gastrointestinal, sangramento de ferida operatória e queda da hematimetria além do esperado. Os pacientes com TVP baixa, assintomáticos, não foram tratados, mantendo apenas o esquema profilático. Já aqueles sintomáticos foram tratados com heparinização plena e acompanhamento adequado. Os dados foram analisados estatisticamente para verificação da incidência de TVP assintomática, doença tromboembólica e complicações relacionadas a sangramento pelo uso da aspirina. Como resultado, não foram observadas diferenças significativas entre os dois grupos e não houve evento de sangramento secundário ao uso da Aspirina. O estudo sugere o uso da aspirina na dose de 200 mg ao dia como seguro e com risco de eventos tromboembólicos e sangramento semelhantes a doses de 650 mg.