Sobrevida de Pacientes Submetidos a Transplante Alogênico de Medula Óssea

Introdução: O transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) alogênico é um procedimento que oferece um potencial de cura para doenças hematológicas malignas e benignas. O benefício da técnica está especialmente relacionado ao aumento da sobrevida em pacientes com doadores HLA-compatíveis em c...

Full description

Bibliographic Details
Authors: Campos, Lillian Gonçalves, Paz, Alessandra Aparecida, Silla, Lucia Mariano da Rocha, Daudt, Liane Esteves
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2009
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repository:Clinical and Biomedical Research
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:seer.ufrgs.br:article/7423
Online Access:https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/7423
Access Level:Open access
Keyword:Sobrevida
transplante alogênico de medula óssea
doença hematológica
Hematologia
Description
Summary:Introdução: O transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) alogênico é um procedimento que oferece um potencial de cura para doenças hematológicas malignas e benignas. O benefício da técnica está especialmente relacionado ao aumento da sobrevida em pacientes com doadores HLA-compatíveis em cujos casos o tratamento quimioterápico mostrou-se insuficiente ou ineficaz. Objetivos: Analisar a sobrevida de pacientes que receberam TCTH alogênico aparentado no Serviço de Hematologia Clínica e Transplante de Medula Óssea (SHCTMO) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).Métodos: Estudo de coorte prospectiva com análise de sobrevida de pacientes transplantados entre 1994 e 2003. Resultados: Foram analisados 133 pacientes com idade média de 30,8±14,8 anos com um tempo médio de 26,8 meses entre o diagnóstico e o TCTH. Cinco anos após o transplante, 71 pacientes (53,4%) estavam vivos, 22 pacientes tinham leucemia mieloide aguda (LMA), 54, leucemia mieloide crônica (LMC), e seis padeciam de síndrome mielodisplásica (SMD), sendo que, em 5 anos, a sobrevida foi de 52, 50 e 33%, respectivamente. Dos 26 pacientes transplantados por anemia aplásica (AA), 66,7% tinham idade inferior a 20 anos, e 61,5% dos que tinham mais de 20 anos estavam vivos. Conclusão: Embora, no nosso estudo, o tempo médio entre o diagnóstico e o transplante tenha sido superior a 2 anos, e embora nossa análise tenha sido apenas estratificada pelo tipo da doença, independentemente do regime de condicionamento ou da fase da doença no momento do TCTH, nossos resultados são superponíveis aos descritos na literatura mundial