Impacto do microbioma oral no desfecho clínico de pacientes submetidos ao transplante alogênico de células progenitoras hematopoiéticas
Introdução: Estudos recentes demonstraram que a composição e a diversidade da composição do microbioma intestinal regula a resposta imune e pode influenciar os desfechos do transplante de células tronco hematopoiéticas alogênico (TCTH). Entretanto, há poucos estudos sobre o impacto do microbioma ora...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/65257 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11600/65257 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Transplante de medula óssea alogênico TMO Microbioma Recaida |
| Sumario: | Introdução: Estudos recentes demonstraram que a composição e a diversidade da composição do microbioma intestinal regula a resposta imune e pode influenciar os desfechos do transplante de células tronco hematopoiéticas alogênico (TCTH). Entretanto, há poucos estudos sobre o impacto do microbioma oral (MO) nos resultados do TCTH. Objetivos: Avaliar mudanças do MO durante o TCTH e analisar o impacto do MO nos desfechos do TCTH. Pacientes e Métodos: Foram avaliadas 90 amostras da mucosa oral de 30 receptores de transplante alogênico em três momentos: antes do condicionamento, na aplasia e no momento da enxertia. A extração de DNA bacteriano foi realizada por meio de vórtice em 600μL de tampão de Tris-EDTA e suplementadas com 6μL de PureLinkTM RNAse A. Foi realizada amplificação das regiões hipervariáveis V3-V4 que codificam o rRNA 16S por polimerase em cadeia em tempo real usando primers pré validados. As leituras foram realizadas através do software MiSeq Reporter. A mediana de seguimento foi de 40 meses (variação 29 a 50 meses). Resultados: A mediana de idade foi de 50 anos (variando entre 19 e 73 anos), sendo que 53% eram do sexo masculino e diagnóstico mais comum era leucemia aguda (60%). Em relação aos doadores, 37% eram não aparentados, 33% haploidênticos e 30% aparentados idênticos; 60% dos pacientes receberam regimes de condicionamento de intensidade reduzida e 67% utilizaram sangue periférico como fonte das células tronco hematopoiéticas. A diversidade bacteriana diminuiu globalmente durante o curso do transplante, observamos que pacientes que apresentavam uma maior diversidade do MO no pré-condicionamento, apresentaram um menor risco de recaída em 3 anos quando comparado com pacientes com baixa diversidade (33% versus 68%, respectivamente; P = 0,04). A dominância (abundância relativa ≥30%) por um único gênero foi associada a maior risco de recaída (63% versus 36%, respectivamente; P = 0,04), pior sobrevida livre de progressão (19% versus 55%, respectivamente; P = 0,01), e pior sobrevida global (38% versus 81%, respectivamente; P = 0,02) em 3 anos, quando comparado com paciente sem dominância. A presença de Solobacterium no pré-condicionamento foi associada a um menor risco de recaída (9% versus 56% para aqueles sem Solobacterium, P = 0,04). Conclusão: A disbiose do MO está relacionada a piores desfechos no TCTH, podendo ser usado no futuro como possível ferramenta de intervenção. |
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