| Sumario: | Enfatiza as relações entre o pensamento e o engajamento ecológico de Frans Krajcberg e sua poética artística, verificadas mediante a aproximação da perspectiva curatorial do artista, na mostra “Grito: Ano Mundial da Árvore”, realizada na Sala de Arte Contemporânea do Palacete das Artes – Rodin Bahia, no período de 7 de abril a 17 de julho de 2011, na cidade de Salvador. O percurso construtivo deste artigo perpassa pelo conjunto de obras selecionadas pelo artista para composição do projeto expográfico, pontuando a representatividade do recorte apresentado para a compreensão do processo criativo de Krajcberg ao longo de décadas. Discorre acerca da relevância de suas ideias, que desde a década de 1950 exacerba as possibilidades construtivas de uma nova visualidade, comprometida politicamente com a questão ambiental, e que, ao adentrar a segunda década do século XXI, permanece inovadora, criando estratégias simbólicas e metafóricas de comunicação com o interator, apropriando-se de múltiplas técnicas para renovação de discursos imagéticos que ratifiquem e reverberem o seu grito em favor da Vida. A dialética de sua obra e vida provoca contundentes reflexões, estabelecendo neste texto interfaces sutis com autores como Fritjof Capra, Edgar Morin, Paulo Freire, Fausto Azevedo, dentre outros.
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