Caracterização clínica e laboratorial de pacientes com oftalmoplegia externa progressiva crônica causada por deleção única do DNA mitocondrial
A oftalmoplegia externa progressiva (CPEO), que se caracteriza pela fraqueza da musculatura ocular extrínseca com redução de motilidade ocular e ptose palpebral, é uma manifestação comum das miopatias mitocondriais. Nessas doenças, ocorre um prejuízo do metabolismo energético em diversos tecidos e p...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-30072024-131423 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17161/tde-30072024-131423/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Chronic progressive external ophthalmoplegia Doenças mitocondriais Mitochondrial diseases Oftalmoplegia externa progressiva crônica |
| Sumario: | A oftalmoplegia externa progressiva (CPEO), que se caracteriza pela fraqueza da musculatura ocular extrínseca com redução de motilidade ocular e ptose palpebral, é uma manifestação comum das miopatias mitocondriais. Nessas doenças, ocorre um prejuízo do metabolismo energético em diversos tecidos e podemos observar uma grande variabilidade fenotípica. Na CPEO, a oftalmoplegia pode ocorrer de forma isolada, ou ser a alteração predominante associada a fraqueza muscular em outros segmentos corporais, fadiga precoce, ou alterações multissistêmicas como distúrbio de condução cardíaca, endocrinopatia, ataxia, surdez neurossensorial e comprometimento cognitivo. É causada na maioria dos casos por uma grande deleção única do DNA mitocondrial, e em uma menor proporção por variantes no DNA nuclear. Em vista disso, realizamos estudo detalhado das características clínicas de anamnese, exame físico, laboratorial e genética dos pacientes com CPEO associado a deleção única do DNAmt que realizam seguimento no HC-FMRPUSP. Foram incluídos 37 pacientes que apresentaram deleção única, 15 com presença da deleção comum e 29 pacientes com outras deleções. Cinco pacientes haviam ido a óbito antes da avaliação. Encontramos uma porcentagem de 76,31% de mulheres e 23,68% de homens. A idade de início variou de 9 a 44 anos (MÉDIA 17,41; DP = 9,89). O sintoma inicial mais frequente foi queda palpebral bilateral (70,59%), seguido de ptose assimétrica (14,71%), fraqueza em membros inferiores (8,82%) e diplopia (5,88%). Observamos uma alta frequência de disfagia (41,9%), sintomas gastrintestinais (45%), cefaleia com características migranosas (50%) e sinais de ataxia ao exame físico (54,2%). Os pacientes foram questionados ativamente quanto a mialgia, fadiga e câimbras, sendo encontrada uma porcentagem de 77%, 77% e 55%, respectivamente. Em relação a avaliação de outros sistemas, observamos presença de distúrbios da condução cardíaca em 32,4%, cardiomiopatia em 13,5%, distúrbio ventilatório restritivo em 27%, neuropatia em 9,6%. As deleções únicas variaram o tamanho de 1757 pb a 9584 pb. O sequenciamento das extremidades da deleção mostrou que 9 indivíduos apresentaram uma sequência de nucleotídeos homóloga, 7 apresentaram sequência semelhante, com poucas alterações e 6 não apresentaram áreas de homologia ao redor da deleção. As sequências homólogas tiveram uma variação de 6 a 15 nucleotídeos. Não houve uma mesma sequência repetida em mais de um paciente, com exceção da sequência relacionada a deleção comum. Conclusão: a CPEO secundária a deleção única do DNA mitocondrial é uma doença rara e ainda necessita ter seus mecanismos fisiopatológicos compreendidos. Nós descrevemos clinicamente nossa amostra e descrevemos as características das deleções apresentadas. |
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