Filantropia empresarial, cultura de doação e as médias empresas no Brasil

Objetivo – Chama atenção a posição ruim do Brasil no World Giving Index 2023, ranking de generosidade das nações, atestando a nossa cultura de doação incipiente. Pesquisas como a Giving USA e a Doação Brasil indicam um abismo entre as doações no Brasil e nos EUA, considerado uma referência para o se...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ferreira, Victor Hugo de Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:0024
País:Brasil
Institución:Fundação Getulio Vargas (FGV)
Repositorio:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.fgv.br:10438/36376
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/10438/36376
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Filantropia empresarial
Cultura de doação
Filantropia estratégica
Investimento social privado
Médias empresas
Corporate philanthropy
Culture of giving
Strategic philanthropy
Private social investment
Medium companies
Administração de empresas
Dotações
Empresas - Contribuições de caridade
Medias empresas - Aspectos sociais
Empresas - Doações - Brasil
Descripción
Sumario:Objetivo – Chama atenção a posição ruim do Brasil no World Giving Index 2023, ranking de generosidade das nações, atestando a nossa cultura de doação incipiente. Pesquisas como a Giving USA e a Doação Brasil indicam um abismo entre as doações no Brasil e nos EUA, considerado uma referência para o setor, registrando 0,18% do PIB ante quase 2%. Nesse processo as empresas são agentes fundamentais, porém a filantropia corporativa tem dificuldade de escalar no país. Mas qual o perfil filantrópico das médias empresas? Como parcerias, destinação e mecanismos de atratividade influenciam a sua decisão de doar? Metodologia – Entrevistas com 18 empresas de médio porte via questionários estruturados para: conhecer seu perfil; seu conhecimento, posicionamento e atuação em filantropia; e, a partir da construção de cenários, mensurar a tendência e influência de aspectos como confiança, destinação e mecanismos de atratividade. Revisão da literatura sobre filantropia empresarial, discutindo os modelos e as diferenças na construção das culturas entre Brasil e EUA. Resultados – Práticas classificadas como transformadoras são as mais valorizadas pelas médias empresas e juntamente com os mecanismos de atratividade podem influenciar na decisão e não encontramos evidências de influência na participação do setor financeiro. Limitações – Quantidade de empresas respondentes foi pequena e seleção da amostra se deu por acessibilidade reduzindo o grau de confiança e impossibilitando rigor estatístico aos dados. Aplicabilidade do trabalho – Embora sem evidências de correlação positiva o setor financeiro reuni requisitos apontados por especialistas para apoiar o crescimento da filantropia: criação de ambiente propício; naturalização do hábito; facilidade e automação; gestão eficaz; confiabilidade; redução do custo de transação; rastreabilidade; regionalização; dar voz a beneficiários e apoiadores; regularidade, padronização informacional e de prestação de contas. Contribuições para a sociedade – O trabalho conjunto focado no perfil de atratividade traçado para as médias empresas tem potencial de gerar parceria exitosa e transformadora, auxiliando a construção de uma cultura de doação sólida, permanente e ampliada. Originalidade – Foco nas médias empresas que possuem poucas publicações mesmo sendo responsáveis por 20% dos empregos e 25% da massa salarial segundo a Fundação Dom Cabral.