Caso da Rocinha expõe desigualdades estruturais das populações de favelas no enfrentamento à pandemia

Em apenas 5 dias, entre 10 a 15 de abril de 2020, o número oficial de pessoas diagnosticadas com Covid-19 na Rocinha tinha passado de 6 para 35, e 3 pessoas haviam morrido até então. A preocupação só aumenta. De acordo com Wallace Pereira, embora o Estado contabilize oficialmente apenas 3 óbitos em...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Fundação Oswaldo Cruz
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/40952
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/40952
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:COVID-19
Infecções por Coronavirus
Pandemias
Fatores socioeconômicos
Densidade Demográfica
Fatores Socioeconômicos
Descripción
Sumario:Em apenas 5 dias, entre 10 a 15 de abril de 2020, o número oficial de pessoas diagnosticadas com Covid-19 na Rocinha tinha passado de 6 para 35, e 3 pessoas haviam morrido até então. A preocupação só aumenta. De acordo com Wallace Pereira, embora o Estado contabilize oficialmente apenas 3 óbitos em decorrência da Covid-19, a associação de moradores calcula que pelo menos 12 moradores da comunidade tenham morrido em decorrência da infecção pelo novo coronavírus, conforme declarou ao jornal Extra, no dia 17/04/20. Entre as mortes causadas pela doença está a do garçom Alexandre Moreira Mariano, de 45 anos, que faleceu dezessete dias após seu pai. A região é densamente povoada, com cerca de 120 mil habitantes. "As questões da Rocinha são muito parecidas com as de outras favelas. Temos uma das maiores densidades demográficas da cidade, o que torna muito complexo o isolamento, porque, mesmo em casa, as pessoas estão aglomeradas. Há casas com seis, dez, às vezes até mais de dez pessoas, e poucos cômodos, pouca ventilação, pouca estrutura, pouco conforto, falta de água, falta de luz. "A gente tem se mobilizado para que a Cedae chegue até a casa das pessoas", conta Michele Silva, coordenadora do jornal comunitário Fala Roça.