Combate moral: O moralismo ostentatório nos discursos sobre operações policiais e “violência urbana”

O objetivo deste artigo é analisar as diferentes formas como a conclamação da força, por meio de uma forma comportamental que chamamos de moralismo ostentatório, atua como maneira de efetivar uma banalização seletiva da morte em um ambiente da representação social da violência urbana. Para tal, anal...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Talone, Vittorio da Gamma, Werneck, Alexandre, Neves, Caio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Interseções (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/86570
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/intersecoes/article/view/86570
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:moralismo ostentatório
força
violência urbana
Ostentatious Moralism
Power
Urban Violence
Descripción
Sumario:O objetivo deste artigo é analisar as diferentes formas como a conclamação da força, por meio de uma forma comportamental que chamamos de moralismo ostentatório, atua como maneira de efetivar uma banalização seletiva da morte em um ambiente da representação social da violência urbana. Para tal, analisamos como leitores de reportagens sobre operações policiais se manifestam em relação àqueles que interpretam, no âmbito das matérias, como portadores de uma sociabilidade violenta e aqueles a estes solidários. A pesquisa se assenta na tabulação de 100 matérias sobre operações policiais em favelas cariocas de 2019 a 2022 no site do jornal Extra, e, a partir disso, mais de 50 mil comentários a elas tanto na área a eles destinada em seu site quanto em sua página na rede social Facebook. Realizamos uma análise semiótica detalhada de 472 desses comentários, nos quais se manifestam formas de efetivação da força e de firmeza e intransigência moral. Concluímos que os atores sociais, em um ambiente que qualificamos como de “imperativo da opinião”, conclamam a força por meio de formas expressivas de simplificação moral, notadamente pela ridicularização e pelo constrangimento de seus oponentes críticos.