Enunciação, escrita e alfabetização: sobre a alteridade na linguagem
Este texto, a partir das teorias lingüísticas da enunciação de Émile Benveniste e Mikhail Bakhtin, discute a respeito dos elementos envolvidos na produção da subjetividade e da singularidade na linguagem. Para tanto, toma-se a escrita nos anos iniciais de escolarização como objeto de estudo. Quanto...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2006 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande (FURG) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da FURG (RI FURG) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.furg.br:1/1972 |
| Acceso en línea: | http://repositorio.furg.br/handle/1/1972 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Enunciação Escrita Alfabetização Enunciation Writing Literacy process |
| Sumario: | Este texto, a partir das teorias lingüísticas da enunciação de Émile Benveniste e Mikhail Bakhtin, discute a respeito dos elementos envolvidos na produção da subjetividade e da singularidade na linguagem. Para tanto, toma-se a escrita nos anos iniciais de escolarização como objeto de estudo. Quanto à fundamentação teórica, considera-se que Benveniste, ao apresentar em seu sistema de pensamento o princípio da intersubjetividade, rechaça uma visão egocêntrica do individuo, isto é, de um ser isolado em seu desenvolvimento. Sobre a subjetividade na linguagem diz, ainda, que o colocar a língua em funcionamento é definidor do subjetivo e da alteridade na linguagem. Bakhtin, por sua vez, ao apresentar o dialogismo como conceito fundante, articulando-o à noção de heterogeneidade como princípio do diálogo, implica o outro na constituição do sujeito. Defende- se que o conceito de intersubjetividade aproxima as duas teorias, motivo pelo qual é convocado no decorrer do texto para sustentar o intuito de aprender a “olhar” de forma diferente a escrita das crianças em processo de alfabetização na escola formal. A conclusão defende que,o escrever, o sujeito traduz o sentido do mundo para si, constituído nas interações vividas, tanto na escola quanto fora dela. |
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