Condições e precarizações do fazer docente : implicações da COVID-19 nas práticas de professores alfabetizadores.
A pandemia de Covid-19 impulsionou mudanças significativas no setor educacional, forçando uma transição abrupta do ensino presencial para o remoto. Este estudo analisa as adaptações nas práticas docentes em escolas municipais de Contagem, Minas Gerais, com foco especial nos professores dos anos inic...
| Autores: | , , |
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) |
| Repositório: | Repositório Institucional da UFOP |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufop.br:123456789/19556 |
| Acesso em linha: | https://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/19556 https://doi.org/10.54033/cadpedv21n5-143 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Alfabetização Pandemia COVID-19 Ensino remoto emergencial Práticas pedagógicas |
| Resumo: | A pandemia de Covid-19 impulsionou mudanças significativas no setor educacional, forçando uma transição abrupta do ensino presencial para o remoto. Este estudo analisa as adaptações nas práticas docentes em escolas municipais de Contagem, Minas Gerais, com foco especial nos professores dos anos iniciais do ensino fundamental. O objetivo principal foi entender como esses educadores planejaram e executaram suas atividades pedagógicas para assegurar a continuidade do processo de alfabetização durante a crise. Foram coletados dados de 290 professores através de questionários, revelando uma discrepância significativa entre as diretrizes das autoridades educacionais e as condições reais dos docentes. Esse descompasso resultou em desafios no manejo de tecnologias digitais e na adaptação de métodos de ensino. Além disso, a falta de recursos adequados e de infraestrutura para o ensino à distância foi evidente, junto com as consideráveis dificuldades emocionais enfrentadas pelos professores. Este estudo destaca a necessidade urgente de políticas públicas que melhorem a formação dos professores em tecnologias educacionais e aprimorem a infraestrutura das escolas. Estas medidas são cruciais para mitigar as desigualdades educacionais e preparar o sistema educacional para enfrentar futuras crises que exigem modalidades de ensino não presenciais. A pesquisa também sugere a importância de uma maior colaboração entre os educadores e as autoridades para garantir que as transições sejam mais eficientes e menos disruptivas, enfatizando a necessidade de estratégias de ensino que sejam adaptativas e inclusivas, considerando as diversidades socioeconômicas dos estudantes. Por fim, o estuda aponta que a COVID-19 trouxe mudanças para o processo educacional, mas precisa ser cuidadosamente estudada, uma vez que, dependendo do uso que se faz, tende a fragilizar e a precarizar ainda mais, a educação no país. |
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