Black Mirror e a cegueira moral da Modernidade
A série televisiva Black Mirror, criada por Charlie Brooker, nos apresenta um futuro de distopia, onde a tecnologia avançada tomou conta da vida das pessoas, e com tons de ficção científica. A série, apesar de se passar em um espaço de tempo desconhecido, nos apresenta elementos sociais muito famili...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) |
| Repositorio: | Temporalidades |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:periodicos.ufmg.br:article/5857 |
| Acceso en línea: | https://periodicos.ufmg.br/index.php/temporalidades/article/view/5857 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Black Mirror Cegueira Moral Extermínio |
| Sumario: | A série televisiva Black Mirror, criada por Charlie Brooker, nos apresenta um futuro de distopia, onde a tecnologia avançada tomou conta da vida das pessoas, e com tons de ficção científica. A série, apesar de se passar em um espaço de tempo desconhecido, nos apresenta elementos sociais muito familiares. O episódio retratado nesse texto, Engenharia reversa (Men against fire), nos coloca questionamentos e desconfortos que o sociólogo Zygmunt Bauman há muito tempo nos alertava: de que não aprendemos nada com o Holocausto, e de que a sociedade estaria em perigo até hoje, do mesmo jeito que estava em perigo em 1933. O objetivo desse artigo é fazer uma relação entre esse episódio e as teorias de Bauman e Hannah Arendt, acerca das lições do totalitarismo, dos elementos modernos que tornaram o Holocausto possível e da cegueira moral que acomete a sociedade moderna, fazendo com que não estejamos livres de outro Holocausto. Essa concepção se insere na proposta de Pierre Rosanvallon, nos usos da história para o presente e no constante diálogo entre o passado e o presente na história filosófica do político. |
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