O licenciamento do sujeito nulo em orações subjuntivas no português brasileiro: contribuições para a Teoria de Controle por Movimento

Dentro dos estudos gerativos, é de consenso geral que o português brasileiro (PB) não se conforma à descrição de línguas conhecidas como tipicamente pro-drop, (Figueiredo Silva 1996, Kato 1999, Kato e Negrão 2000, entre outros). Ferreira (2000, 2009), Rodrigues (2004) argumentam que o sujeito nulo r...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Petersen, Maria Carolina de Oliveira Almeida
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-25112011-090219
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-25112011-090219/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:A-Movement
Agree
Controle obrigatório
Modos verbais
Morfologia
Morphology
Movimento-A
Obligatory control
Sintaxe
Subjunctive
Subjuntivo
Syntax
Tense features
Traços de tempo
Verbal moods
Descripción
Sumario:Dentro dos estudos gerativos, é de consenso geral que o português brasileiro (PB) não se conforma à descrição de línguas conhecidas como tipicamente pro-drop, (Figueiredo Silva 1996, Kato 1999, Kato e Negrão 2000, entre outros). Ferreira (2000, 2009), Rodrigues (2004) argumentam que o sujeito nulo referencial do PB é uma cópia apagada resultante do movimento de um sintagma que originalmente ocupava esta posição, nos termos da Teoria de Controle por Movimento (Hornstein (2001)), e por isso o sujeito nulo mostra os diagnósticos de controle obrigatório (CO). Essa dissertação tem como objetivo principal investigar as restrições ao licenciamento e interpretação do sujeito nulo em orações subjuntivas do português brasileiro. Ao analisar o contraste no licenciamento de sujeito nulo em complementos subjuntivos do PB, tratamos também de contextos que apresentam obviação pronominal, típica de complementos subjuntivos nas línguas românicas (e eslavas). A presente dissertação identifica e discute três tipos distintos de complementos subjuntivos, que se agrupam da seguinte forma: os Subjuntivos-L(ivres) e Subjuntivo- A(dverbiais), que permitem sujeitos nulos de CO, mas não impõem obviação a um pronome aberto; eles se mostram independentes quanto à oração matriz e se comportam como indicativos nos aspectos relevantes testados. Os Subjuntivos- R(estritos) mostram propriedades opostas, já que esse contexto impõe obviação e é exclusivo em não licenciar CO no PB; os Subjuntivos-R mostram dependência quanto à oração matriz e se comportam como infinitivos nos aspectos relevantes. Para dar conta dos contrastes, adotamos a reinterpretação dos princípios A e B em termos de economia derivacional (Hornstein 2001, 2007), em que a possibilidade de uma derivação utilizar apenas movimento bloqueia, na mesma estrutura sintática, o uso de pronomes ligado. É então proposto que subjuntivos-R competem com complementos infinitivos, por serem domínios temporais defectivos. A obviação pronominal e a ausência de CO em Subjuntivos-R é uma consequência direta dessa competição. No quadro do Programa Minimalista (Chomsky 1995, 2001, 2008), nós propomos que esses complementos não apresentam traço sintático de Tempo e precisam concordar com a oração matriz para receber o valor de tempo adequado. Isso explica o comportamento temporal defectivo desse domínio, bem como suas propriedades de fase fraca (Chomsky 2001, 2008). A possibilidade de movimento do sujeito depende da numeração inicial de cada derivação, que leva a diferentes resultados: quando há um DP para sujeito na numeração, o sujeito DP não recebe Caso e se move para oração matriz, gerando uma estrutura de CO com morfologia default de infinitivo. A valoração de Tempo se dá no componente coberto. Já quando há mais de um DP para as posições de sujeito, C T da oração subordinada deve ser valorado no componente sintático, como mecanismo mais custoso para salvar a derivação. Assim, haverá a atribuição de Caso para o sujeito e a morfologia de subjuntivo como resultado. Essa dissertação discute vantagens de se adotar essa análise para os efeitos de obviação, bem como evidências adicionais de que ela pode estar no caminho correto.