O grotesco feminino como subversão na obra de Flannery O'Connor

Embora muito discutida nos Estados Unidos, a obra de Flannery O'Connor (1925-1964) ainda é pouco estudada pela crítica feminista, pois é considerada como conservadora e alinhada aos padrões dominantes. Esta tese, no entanto, demonstra como o carnaval e o grotesco se articulam na obra de Flanner...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Barcala, Débora Ballielo [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/236846
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/236846
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Flannery O'Connor
grotesco feminino
literatura de autoria feminina
crítica literária feminista
Feminist literary criticism
Descripción
Sumario:Embora muito discutida nos Estados Unidos, a obra de Flannery O'Connor (1925-1964) ainda é pouco estudada pela crítica feminista, pois é considerada como conservadora e alinhada aos padrões dominantes. Esta tese, no entanto, demonstra como o carnaval e o grotesco se articulam na obra de Flannery O'Connor tornando-a espaço de insurreição e contraprodução cultural, ao exibir corpos e comportamentos femininos extraordinários e ao questionar as fronteiras socialmente estabelecidas entre o "masculino" e o "feminino". Para isso, tomamos por base as obras de Hugo (s/d), Kayser (2013) e Bakhtin (2013) sobre o grotesco, além das obras de Russo (2000) e Yaeger (2000) sobre o grotesco feminino e a literatura de autoria feminina do sul dos Estados Unidos. Assim, este trabalho aprofunda os estudos sobre o grotesco feminino na obra de O'Connor, analisando toda a sua obra ficcional (romances e contos) dialogando com obras recentes sobre o tema e ressignificando o potencial subversivo da obra da autora. As personagens femininas de O’Connor são rebaixamentos do ideal de feminilidade sulista, que as oprime e limita. Algumas personagens tentam aproximar-se de tal ideal, sem sucesso, enquanto outras revoltam-se abertamente contra ele, mas, ao final, a obra da autora comprova que o patriarcado e sua forma de organização da sociedade não são suficientes para garantir a integridade física e psicológica das mulheres.