QUESTÕES DE AUTORIA FEMININA NO CONTO “THE CROP”, DE FLANNERY O’CONNOR

O presente trabalho busca analisar “The Crop”(1947), ou “A colheita”(2008), um dos primeiros contos da carreira literária de Flannery O'Connor. Essa narrativa faz parte da dissertação de mestrado em escrita criativa de O’Connor e, curiosamente, desenvolve o tema da mulher escritora. Os esforços...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Barcala, Débora Ballielo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Caderno Seminal Digital
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/58246
Acceso en línea:https://www.e-publicacoes.uerj.br/cadernoseminal/article/view/58246
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Flannery O’Connor
“The Crop”
Autoria feminina
Crítica literária feminista
Literaturas estrangeiras modernas
Descripción
Sumario:O presente trabalho busca analisar “The Crop”(1947), ou “A colheita”(2008), um dos primeiros contos da carreira literária de Flannery O'Connor. Essa narrativa faz parte da dissertação de mestrado em escrita criativa de O’Connor e, curiosamente, desenvolve o tema da mulher escritora. Os esforços de Miss Willerton, a protagonista, em refletir sobre seu fazer literário são sempre interrompidos com preocupações cotidianas e mundanas. A função doméstica esperada da mulher sulista, mesmo no século XX, é sempre imposta e lembrada a Miss Willerton, e portanto, mesmo não sendo casada e não possuindo filhos, ela não consegue se libertar de seu papel de “anjo do lar” para se dedicar inteiramente à escrita. Outros empecilhos enfrentados pela protagonista são a falta de recursos financeiros (problema este comum a muitas escritoras e descrito por Virginia Woolf em Um teto todo seu) e sua falta de experiência de vida, já que até suas leituras são censuradas pela família. Desse modo, com base em Elaine Showalter (1986), Sarah Gordon (2003) e Virginia Woolf (2013), propomos analisar o conto em questão não apenas como uma narrativa irônica que debocha de uma aspirante a escritora que não consegue realmente produzir um texto, mas como uma representação dos principais problemas enfrentados pelas mulheres que almejavam a carreira literária em sociedades patriarcais e ocidentais.