Anatomia de uma confusão: erro diagnóstico de patologia paranoide em vítimas de mobbing

CONTEXTO: Diversos estudos evidenciam o alto risco de erro diagnóstico de transtorno delirante e transtorno da personalidade paranoide entre as vítimas de mobbing ou assédio psicológico no trabalho (APT). OBJETIVO: Analisar a associação dos sintomas atribuídos ao mobbing com os critérios de duas nos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Martínez-Hernáez, Ángel, Medeiros-Ferreira, Leticia
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2010
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Archives of Clinical Psychiatry
Idioma:español
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/17292
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/acp/article/view/17292
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mobbing
assédio psicológico no trabalho
transtorno delirante
transtorno da personalidade paranoide
transtorno por estresse pós-traumático
workplace harassment
delusional disorder
paranoid personality disorder
post-traumatic stress disorder
Descripción
Sumario:CONTEXTO: Diversos estudos evidenciam o alto risco de erro diagnóstico de transtorno delirante e transtorno da personalidade paranoide entre as vítimas de mobbing ou assédio psicológico no trabalho (APT). OBJETIVO: Analisar a associação dos sintomas atribuídos ao mobbing com os critérios de duas nosologias do grupo paranoide (transtorno delirante e transtorno da personalidade paranoide). MÉTODOS: Realiza-se uma revisão bibliográfica de 1990 a junho de 2009 em PubMed e SciELO. RESULTADOS: A identificação de sintomas paranoides em vítimas de mobbing não é congruente com a literatura científica. Por outro lado, evidencia-se uma forte presença de sintomas vinculados ao estresse pós-traumático (até 92%), ainda que não apresente o critério A1 dessa patologia. Algumas causas de erro diagnóstico seriam a tendência a confundir a hipervigilância (critério D4 do transtorno de estresse pós-traumático do DSM-IV-TR) com ideação paranoide, a existência de um perfil defensivo nas vítimas de APT e o desconhecimento do impacto estressante e traumatizante do mobbing pelos clínicos. CONCLUSÃO: São necessários estudos longitudinais e com metodologias mistas (qualitativas/quantitativas) para estabelecer critérios sólidos de diagnóstico diferencial entre as manifestações clínicas atribuídas ao mobbing e os sintomas paranoides.