O trágico na reescritura de Nélida Piñon em A força do destino: da ópera à tragicomédia
Este trabalho investiga a presença da tragédia e da tragicomédia via intertextualidade na obra A força do destino, de Nélida Piñon. Esta obra, publicada em 1977, que mantém intrínseca relação com a ópera de Giuseppe Verdi, encenada, em 1862, com base no drama espanhol, intitulado Don Álvaro o La for...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_GOAIS (TEDE-PUC Goiás) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ambar:tede/3918 |
| Acceso en línea: | https://tede2.pucgoias.edu.br/handle/tede/3918 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Intertextualidade. Ópera. Paródia. Polifonia. Tragicomédia. Intertextuality. Opera. Parody. Polyphony. Tragicomedy. LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS |
| Sumario: | Este trabalho investiga a presença da tragédia e da tragicomédia via intertextualidade na obra A força do destino, de Nélida Piñon. Esta obra, publicada em 1977, que mantém intrínseca relação com a ópera de Giuseppe Verdi, encenada, em 1862, com base no drama espanhol, intitulado Don Álvaro o La forza del destino, desde o título homônimo, os personagens com nomes idênticos – Álvaro, Leonora, Curra, Marquês de Calatrava e Carlos, a similaridade do tempo histórico e espaços geográficos, a manutenção das unidades sequenciais e ações da história original da ópera. Objetiva-se assim, desenvolver um estudo crítico no qual se comprovam os contextos em questão. Assim, o trabalho foi dividido em três capítulos: no primeiro, analisamos a tragédia em suas evoluções. Nessa perspectiva fizemos um percurso sobre o trágico: a imitação trágica das ações na cultura ocidental; da ópera em seu aspecto trágico ao tragicômico da narrativa contemporânea. No segundo capítulo o analisamos a ópera de Verdi em A força do destino em seu processo inovador, buscamos compreender de forma sintetizada a ópera em seu contexto histórico, e a ópera e a mímese narrativa. Já no terceiro capítulo analisamos a presença da intertextualidade e a paródia na narrativa A força do destino; onde houve um estudo voltado para intertextualidade, a paródia, a polifonia e a metanarrativa. Para compreender o trágico fizemos um estudo a partir de Aristóteles. Já para analisarmos o trágico na obra corpus, trilhamos o caminho a partir dos estudos em Hegel e Friedrich Nietzsche, teóricos aplicados no que se refere à relação de cada um à tragédia moderna. Quanto a tragicomédia elencamos Plauto e Terêncio, Umberto Eco, Bakhtin e outros estudiosos. Tecida por um significativo contexto intertextual, paródico, polifônico e metanarrativo fizemos um estudo embasado em Bakthin. Observamos que Nélida Piñon, nesta obra (re)cria de modo autoconsciente os limites entre o real e o ficcional, tornando todo o processo visível para o leitor. A partir dessas teorias entre tragédia, tragicomédia e intertextualidade, observamos um singular construto que intensifica e transgredi para uma obra contemporânea. |
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