Efeitos da Sinvastatina na resposta inflamatória cardíaca durante a doença de chagas experimental.
A infecção pelo Trypanosoma cruzi leva a uma progressiva inflamação no coração que culmina em miocardite, fibrose e mudanças na arquitetura e funcionalidade desse órgão. Sugere-se que essas alterações, definidas como remodelamento cardíaco, sejam coordenadas por uma resposta inflamatória específica...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2010 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFOP |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufop.br:123456789/2682 |
| Online Access: | http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2682 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | Trypanosoma cruzi Miocardite Sinvastatina Imunobiologia de protozoários Coração - inflamação |
| Summary: | A infecção pelo Trypanosoma cruzi leva a uma progressiva inflamação no coração que culmina em miocardite, fibrose e mudanças na arquitetura e funcionalidade desse órgão. Sugere-se que essas alterações, definidas como remodelamento cardíaco, sejam coordenadas por uma resposta inflamatória específica contra o parasito. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar os efeitos da Sinvastatina, inibidora da enzima HMG-CoA redutase, na resposta inflamatória cardíaca durante a doença de Chagas experimental. Camundongos C57Bl6 machos foram agrupados em (i) não-infectados e (ii) infectados com 500 formas tripomastigotas de cepa Colombiana do T. cruzi. Cada grupo (n=8) foi tratado diariamente com Sinvastatina (20mg/Kg) por 30 dias ou recebeu solução salina, ambos por gavagem. Parâmetros morfométricos (peso coração/peso corporal e histopatologia) e imunológicos (citocinas) foram avaliados na fase aguda (30 dias) da doença de Chagas experimental. Nossos resultados sobre o perfil de citocinas mostraram uma atividade antiinflamatória da Sinvastatina observada pela diminuição das citocinas séricas pró-inflamatórias IFN-γ e TNF-α, e estabilização da síntese de IL- 10, sendo esse perfil associado a um aumento dos parasitos circulantes. Corroborando com esses dados, análises histopatológicas mostraram que os animais tratados com Sinvastatina apresentaram um infiltrado inflamatório reduzido no 30º dia após a infecção, em comparação com aqueles animais não-tratados. Nesse trabalho, sugere-se que doses reduzidas de Sinvastatina sejam responsáveis pela resposta antiinflamatória observada durante a infecção aguda pelo T. cruzi e que, provavelmente, esse papel exerça um efeito protetor no miocárdio durante a fase crônica da doença experimental. |
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