A khóra e alhures: uma observação sobre a eskhatiá na Electra de Eurípides

Eurípides (485 a.C.- 406 a.C.) levou aos palcos do teatro de Atenas uma releitura sui generis do mito de Electra por volta de 415 a.C. O poeta transpôs com engenhosidade toda a trama para o espaço rural e acrescentou um personagem fundamental no desenrolar da peça, o ancião, preceptor de Agamenão.&a...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Ribeiro, Márcia Cristina Lacerda
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/161245
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/revmae/article/view/161245
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Ancient Greek theater
Euripidean tragedy
Electra
Khóra
eskhatiá
tragédia euripidiana
teatro grego antigo
Descripción
Sumario:Eurípides (485 a.C.- 406 a.C.) levou aos palcos do teatro de Atenas uma releitura sui generis do mito de Electra por volta de 415 a.C. O poeta transpôs com engenhosidade toda a trama para o espaço rural e acrescentou um personagem fundamental no desenrolar da peça, o ancião, preceptor de Agamenão.  Expulso da ásty pelo tirano Egisto, o ancião habita o limite fronteiriço da cidade e exerce atividade agropastoril em sua propriedade. Nosso objetivo é examinar a fazendola do fiel servo da família Atrida, localizada em uma eskhatiá. Diferentemente de alguns estudos modernos que veem essas terras limítrofes como improdutivas ou destinadas exclusivamente às atividades marginais, a exemplo da caça e da extração da lenha, ou um apêndice quase isolado da pólis, perfilamos com pesquisas que veem a eskhatiá como espaço integrante da pólis, espaço complexo, plural, muitas vezes absolutamente produtivo