Das memórias narrativas às representações míticas: arte e desafios na alfabetização
Nesta tese procura-se contribuir com o campo da alfabetização através do seu enredamento com a memória narrativa e a representação mítica, sob as balizas teóricas da Psicanálise e dos estudos sobre a oralidade. Ao analisarmos como se deu a alfabetização no Brasil, de seu início com a catequese indíg...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-22012014-140728 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-22012014-140728/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Alfabetização Literacy Memória Memory Narrativa Narratives Oralidade Orality Psicanálise Psychoanalysis Subjectivity Subjetividade |
| Sumario: | Nesta tese procura-se contribuir com o campo da alfabetização através do seu enredamento com a memória narrativa e a representação mítica, sob as balizas teóricas da Psicanálise e dos estudos sobre a oralidade. Ao analisarmos como se deu a alfabetização no Brasil, de seu início com a catequese indígena, aos dias atuais com (quase) todas as crianças na escola, constatamos que sua efetivação nunca aconteceu: antes pela exclusão de parcelas da população e hoje pela ineficiência das diretrizes educacionais capitaneadas, ou pelas esferas de coordenação postas fora da instituição escolar, ou pelos modelos pedagógicos estrangeiros à nossa cultura. Notamos primeiro o esgotamento do saber docente que se faz pelo controle da produção e do uso dos materiais didáticos; segundo uma prática pedagógica que não considera a criança em suas particularidades infantis; e terceiro, consequência das duas primeiras situações, a desconsideração não só das diversidades, mas das singularidades. No campo dos acontecimentos pedagógicos voltados à alfabetização, o olhar se dirige prioritariamente aos processos de escrita (sempre pautados por um tempo de saber-fazer do aluno), ignorando a importância fundamental da leitura que, sendo negligenciada, é disponibilizada por meio de materiais simplistas, homogêneos, que destacam uma leitura pragmática e desinteressante do mundo, que assim funciona como uma decifração do cotidiano adulto e atravessado por interesses de mercado. No lugar deste esvaziamento simbólico do campo pedagógico demonstramos através de elementos do PROJETO DESAFIOS uma alfabetização que acontece sobre três eixos: o primeiro que contempla o resgate das narrativas de referência e da oralidade poética com relevos estéticos, por permitirem mais facilmente a assunção de uma posição leitora, subjetiva, propensa à intertextualidade e à interpretação; segundo que considera no quadro das heterogeneidades, o trabalho com as singularidades; e terceiro que não permite o isolamento do professor, envolvendo-o em uma trama de relações por meio das quais os discursos sobre a prática de ensino e aprendizagem circulam e se referenciam. Se de um lado trouxemos a prática alfabetizadora para o lugar onde ela acontece relação professores-alunos de outro apontamos ainda a urgência das revisões governamentais com relação às políticas públicas em educação, que devem considerar não só os investimentos financeiros nesta área, mas também, e principalmente, a representação sobre as repetições discursivas de exclusão, podendo assim fazer o resgate da história e envolver aspectos da cultura brasileira em seus parâmetros. |
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