O que (não) está escrito? Oralidade poética e leitura nos processos de alfabetização e letramento

O presente trabalho tem o objetivo de discutir os processos de alfabetização e letramento, sustentando a hipótese de que as tradições populares da oralidade participam ativamente da aquisição da leitura e escrita alfabéticas. Investiga-se a oralidade, a história da escrita e da leitura, para discuti...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Otero, Louise Arosa Prol
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-27012012-104122
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-27012012-104122/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:escrita história
leitura aquisição
letramento alfabetização
lettering literacy
oralidade
orality
psicanálise
psychoanalysis
reading acquisition
writing history
Descrição
Resumo:O presente trabalho tem o objetivo de discutir os processos de alfabetização e letramento, sustentando a hipótese de que as tradições populares da oralidade participam ativamente da aquisição da leitura e escrita alfabéticas. Investiga-se a oralidade, a história da escrita e da leitura, para discutir criticamente os modelos de letramento e propor que a oralidade poética seja considerada como um processo de escrita, que transcende a modalidade vocal, para incluir toda voz que não se designa sob o signo de uma economia escriturística, mas que partilha com ela a intenção de registro atemporal. Ao tomar a leitura e a escrita em sentido amplo, para além da materialidade do grafismo impresso sobre o papel, trazemos ao primeiro plano uma escrita que se assemelha às estruturas de memória e do psiquismo. Admitimos os processos de apropriação da linguagem sob uma perspectiva não desenvolvimentista, mas que considera tais processos desde sua inscrição primária na infância como fundadores de toda atividade linguageira da vida adulta, principalmente no campo da escrita. Trata-se de uma pesquisa teórica, que parte de observações de diagnósticos de memória oral e comentada em análises de cenas de leitura, manuscritos de alunos e da literatura literária. A partir de nossas reflexões e da discussão teórica, propomos uma concepção de oralidade e escrita que possa embasar os processos de alfabetização e letramento, principalmente de crianças que têm experimentado o fracasso nessas aprendizagens.