O fim da escravidão sob a ótica da história da energia: um estudo com foco da Era Mauá (Brasil, 1850 -1889)
A presente Dissertação de Mestrado almeja estabelecer e analisar possíveis correlações históricas entre o fim dos regimes escravocratas americanos ao longo do século XIX, com enfoque no Brasil entre o período de 1850 e 1889 e o acesso a novos estoques de energia. Destarte, objetiva-se caracterizar e...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-12122022-114133 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106133/tde-12122022-114133/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Apropriação energética; Escravidão; Colonização nas Américas; Era Mauá Energy appropriation; Slavery; Colonization in the Americas; Maua\'s period |
| Resumo: | A presente Dissertação de Mestrado almeja estabelecer e analisar possíveis correlações históricas entre o fim dos regimes escravocratas americanos ao longo do século XIX, com enfoque no Brasil entre o período de 1850 e 1889 e o acesso a novos estoques de energia. Destarte, objetiva-se caracterizar e analisar possíveis inter-relações entre o fim dos regimes escravocratas ao longo do século XIX e o acesso a novos estoques de energia, quais sejam as energias fósseis (naquele momento histórico, carvão mineral e petróleo, fundamentalmente). A hipótese-chave a ser testada é que o regime escravista e seu correlato volume de produção inserida no sistema capitalista, por volta de 1850, em fins da 1ª Fase da Revolução industrial, passou a obstaculizar as exigências de acumulação iniciadas na economia mundial decorrentes do advento dos combustíveis fósseis. Para tanto, o presente estudo, cuja metodologia baseia-se, essencialmente, em extensa revisão bibliográfica sistêmica, centrando-se na compreensão crítica sobre a dinâmica das relações sociais, analisa o processo de acumulação de energia pelas sociedades humanas desde a constituição das primeiras sociedades estado (como a Mesopotâmia e o Egito Antigo), de forma cronológica. Outrossim, permeando a história da energia, o presente estudo, sinergicamente, analisa a busca humana por energia livre desde tempos pré-históricos (antes, inclusive, da hegemonia do Homo Sapiens Sapiens), o estabelecimento não espontâneo de classes dominantes (e, por conseguinte, o início da expropriação, em benefício de contingente populacional minoritário, da força de trabalho da maior parte dos indivíduos de determinada sociedade), até a ampliação da escravidão em escala comercial. Com foco na chamada Era Mauá (1850-1889), em alusão às estratagemas e práticas em prol de acelerada industrialização perpetradas no Brasil pelo Barão de Mauá (1813-1889), o desenvolvimento deste trabalho permitiu investigar que o regime escravista ora em análise passou a obstaculizar as exigências de acumulação iniciadas com a estrutural transformação na economia mundial decorrentes do advento dos combustíveis fósseis. Neste contexto, investigaremos se a dependência do trabalho escravo se transformou na dependência dos combustíveis fósseis, já que esses possibilitam um retorno energético sobre o investimento muito mais elevado, em especial se considerarmos as restrições advindas do ambiente natural e do trabalho humano. |
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