Mediações para a solidariedade: um estudo nas Ilhas de Porto Alegre

O presente trabalho aborda o fenômeno solidariedade sob uma perspectiva dialética de análise. Busca-se trazer as discussões a respeito deste tema para o campo da gestão social, tomando como objeto de estudo a organização que emerge da luta de um grupo de lideranças das “Ilhas de Porto Alegre”. No ar...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autor: Bauer, Márcio André Leal
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Repositório:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.furg.br:1/5504
Acesso em linha:http://repositorio.furg.br/handle/1/5504
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Solidariedade
Mediações
Gestão social
Organização
Solidarity
Mediations
Social management
Organization
Solidaridad
Mediaciones
Gestión social
Organización
Descrição
Resumo:O presente trabalho aborda o fenômeno solidariedade sob uma perspectiva dialética de análise. Busca-se trazer as discussões a respeito deste tema para o campo da gestão social, tomando como objeto de estudo a organização que emerge da luta de um grupo de lideranças das “Ilhas de Porto Alegre”. No artigo busca-se compreender as mediações que influenciam na construção de uma solidariedade substancial portadora de elementos críticos e transformadores em um território específico. Para isso, uma pesquisa empírica foi conduzida a partir da utilização das conhecidas categorias fundamentais da dialética hegeliana: a realidade imediata (em-si); as mediações (para-si), ou seja, as rupturas e experiências significativas; e as superações, ou suprassunções (em-si-e-para-si). A partir da análise da trajetória de algumas lideranças do território, concluiu-se que ali existe uma organização social, aqui chamada de Movimento dos Ilhéus. Ele acontece a partir de relações intersubjetivas e de identificação entre algumas lideranças que se orientam em torno de um propósito comum: o direito de viver no seu território. A solidariedade que se observa entre seus membros vai além do vínculo mais estreito entre aqueles considerados próximos e configura-se em uma atitude que se orienta se para a transformação das estruturas de dominação que sustentam o individualismo, o assistencialismo e o clientelismo ali presentes. Ela é, ao mesmo tempo, relação entre pessoas e ação política que se desenrola em diferentes esferas ou espaços.