Termoinibição em sementes de alface em função da posição da flor e do armazenamento

A alface é uma das hortaliças de maior expressão no mundo. Seu consumo cresce a cada ano em todo o Brasil e ampliam-se as áreas de produção para diferentes regiões. Porém, uma das limitações para sua produção é a ocorrência de temperaturas elevadas durante a germinação das sementes, o que leva a mai...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Fonseca, Roberta
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/12121
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/12121
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fitotecnia
Alface – Germinação
Alface – Efeito da temperatura
Sementes – Dormência
Lettuce – Germination
Lettuce – Effect of temperature
Seeds – Dormancy
Lactuca sativa
Descripción
Sumario:A alface é uma das hortaliças de maior expressão no mundo. Seu consumo cresce a cada ano em todo o Brasil e ampliam-se as áreas de produção para diferentes regiões. Porém, uma das limitações para sua produção é a ocorrência de temperaturas elevadas durante a germinação das sementes, o que leva a maioria das cultivares a não germinarem em temperaturas superiores a 28 °C. No entanto, a cultivar Everglades apresenta germinação de 60 a 70%, em média, em temperatura de 35 ºC, sendo considerada tolerante à germinação em temperatura alta (tolerante à termoinibição). Por outro lado, ainda, um fator que normalmente impede/diminui a germinação logo após a colheita é a dormência primária. A posição das sementes na planta-mãe é um aspecto que pode influenciar a dormência de sementes de alface. Assim, objetivou-se com este trabalho, avaliar a influência da posição das sementes na planta-mãe e o efeito do armazenamento de sementes de alface da cultivar Everglades na germinação em temperatura de 35 ºC, e analisar a atividade de enzimas e bandas de proteínas tolerantes ao calor. Os experimentos foram conduzidos na área experimental da HortiAgro Sementes S/A e no Laboratório de Análises de Sementes (UFLA). Foram obtidas progênies das cultivares Everglades (tolerante à termoinibição) e Verônica (sensível à termoinibição) a partir de sementes germinadas nas temperaturas de 20 e 35 °C, sendo as sementes, objeto de estudo, colhidas em duas partes da inflorescência (ápice e base). As sementes das progênies foram avaliadas pelos testes de germinação em 4 épocas após a colheita (70, 130, 190 e 400 dias), nestas também foram avaliadas atividade da enzima endo-β-mananase e padrão da proteína resistente ao calor aos 400 dias após a colheita. Não houve diferença na germinação das sementes quanto à sua origem na geração anterior, seja de plantas oriundas de sementes que germinaram a 20 ou a 35 ºC. Também não se constatou diferença quanto à posição das sementes nas inflorescências da planta mãe. Por outro lado, verificaram-se diferenças entre as progênies de “Everglades” e para as épocas de armazenamento. A cultivar Everglades mostrou-se tolerante à termoinibição quando comparada à cultivar Verônica e sendo essa tolerância afetada pela dormência primária/termoinibição. De modo geral não houve relação direta entre as progênies, a percentagem de germinação e a atividade enzimática. Verificou-se também que a expressão das proteínas e a atividade da endo-β-mananase é maior no genótipo tolerante à termoinibição.