Um olhar sobre a interprofissionalidade a partir dos saberes, das práticas e dos afetos de uma equipe de saúde

A interprofissionalidade trata-se do processo no qual profissionais refletem e desenvolvem práticas que produzem respostas integradas e coesas para as necessidades individuais e coletivas, sendo que tal processo apresenta componentes pragmáticos (práticas), cognitivos (saberes) e subjetivos (afetos)...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Brustulin, Natália
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/218207
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/218207
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Interprofissionalidade : Saúde
Educação interprofissional
Relações interprofissionais
Pele : Lesões
Interprofessionality
Interprofessional education
Interprofessional relations
Skin lesions
Descripción
Sumario:A interprofissionalidade trata-se do processo no qual profissionais refletem e desenvolvem práticas que produzem respostas integradas e coesas para as necessidades individuais e coletivas, sendo que tal processo apresenta componentes pragmáticos (práticas), cognitivos (saberes) e subjetivos (afetos). Este trabalho objetiva analisar os saberes, as práticas e os afetos envolvidos na produção de interprofissionalidade, no cuidado em saúde de usuários com lesões de pele, em uma unidade de atenção especializada à saúde. Para isso, realizou-se revisão integrativa sistemática de 31 artigos publicados de 2015 a 2019 dentro da temática da educação interprofissional, que resultou em um artigo científico; e pesquisa qualitativa, exploratória e aplicada, com coletas de dados por meio de entrevistas abertas e observação participante. Chegou-se aos seguintes resultados: a precarização do trabalho em saúde e o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) são importantes barreiras no desenvolvimento da interprofissionalidade; há um paradoxo entre a formalização e a informalidade dos processos que levam a interprofissionalidade; e percebe-se ser necessário repensar como os sujeitos se relacionam nos serviços de saúde e como a especialidade é construída socialmente. Sugere-se o pensamento simpoietico, vertente das políticas cognitivas do pensamento complexo, como forma de ressignificação das relações para a interprofissionalidade.