Estudo epidemiológico dos casos de acidentes por escorpião do Estado do Rio Grande do Norte (2007 - 2014)
Esta investigação é um estudo descritivo e estatístico das características epidemiológicas e clínicas dos acidentes causados por escorpião no estado do Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil, de 2007 a 2014. Os dados foram coletados na Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, utilizando o banco...
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Católica de Brasília (UCB) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UCB |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:localhost:riufcg/1269 |
| Acceso en línea: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/1269 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Envenenamento Escorpionismo Saúde Pública Epidemiologia Envenenamiento Salud pública Saúde Coletiva |
| Sumario: | Esta investigação é um estudo descritivo e estatístico das características epidemiológicas e clínicas dos acidentes causados por escorpião no estado do Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil, de 2007 a 2014. Os dados foram coletados na Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, utilizando o banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Foram analisados 20.555 casos de acidentes. Para as análises foram utilizados teste Chi Quadrado, Análise de Correspondência e Odds Ratio. Nossos resultados mostram que os casos de acidente por escorpião aumentaram continuamente de 1.280 casos em 2007 para 3.803 casos em 2014, com incidência média de 70,20 casos por 100.000 habitantes. Também mostram que os casos ocorreram em todos os meses dos anos investigados. Além disso, os casos exibiram distribuição espacial heterogênea entre os municípios, com maior frequência na região metropolitana de Natal. A maioria dos casos ocorreu na zona urbana (90,35%) e afetou, principalmente, o gênero feminino (61,63%). A faixa etária mais afetada foi de 20 a 49 anos (51,02%), sendo que a faixa etária pediátrica foi aquela com maior risco de óbito e de evoluir para um quadro grave. A região anatômica mais atingida pela picada foi o pé, mão, dedo do pé e dedo da mão. Na maioria dos casos, a assistência médica foi realizada entre 1 e 3 horas após o acidente (66,05%). Com relação à severidade, a maioria dos casos foi leve (96,15%) e evoluiu para a cura (94,05%). Foram notificados 16 óbitos, resultando em uma taxa de letalidade de 0.08%. Dos 20.555 casos, 19.491 manifestaram sintomas locais, tais como dor, parestesia e edema. As manifestações sistêmicas foram reportadas em 1.316 casos, a saber: cefaleia, câimbra e náuseas. As complicações locais ocorreram em 9 acidentados, dentre as complicações as principais foram infecção secundária e déficit funcional. As complicações sistêmicas afetaram 11 pacientes, a saber: insuficiência respiratória/edema pulmonar agudo e insuficiência renal. Os casos de acidentes por escorpião no Rio Grande do Norte têm elevada incidência e distribuição espacial heterogênea, sugerindo que essa região pode ser considerada como endêmica para este tipo de acidente. Dessa forma, tal agravo deve ser monitorado e controlado durante todo o ano, em nível regional e/ou municipal. É urgente a capacitação dos profissionais de saúde para aprimorar a coleta e registro das informações epidemiológicas |
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