Avaliação da fibrose hepática em pacientes portadores de psoríase em uso de metotrexato por meio da elastografia hepática transitória
O Metotrexato (MTX) é amplamente utilizado no tratamento da psoríase moderada a grave e artrite psoriásica. Um dos seus efeitos adversos mais preocupantes é a hepatotoxicidade, pela possibilidade de indução de cirrose hepática. Existem algumas opções para monitorização desta droga, sendo que a bióps...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/23022 |
| Acceso en línea: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23022 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Psoríase - Tratamento farmacológico Fibrose hepática Hepatotoxicidade Metotrexato - Efeitos adversos Elastografia hepática transitória Cirrose hepática - Diagnóstico por imagem Técnicas de imagem por elasticidade - Instrumentação Fibroscan Psoriasis Liver fibrosis Hepatotoxicity Methotrexate Transient hepatic elastography CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::DERMATOLOGIA |
| Sumario: | O Metotrexato (MTX) é amplamente utilizado no tratamento da psoríase moderada a grave e artrite psoriásica. Um dos seus efeitos adversos mais preocupantes é a hepatotoxicidade, pela possibilidade de indução de cirrose hepática. Existem algumas opções para monitorização desta droga, sendo que a biópsia hepática (BH) é o padrão ouro para detecção de fibrose hepática. Alguns consensos a indicam de rotina quando se atinge a dose acumulada (DA) de 3,5 a 4g. A BH por agulha, além de ser um método invasivo, apresenta limitações técnicas. Por isso, atualmente a elastografia hepática transitória (EHT) vem sendo cada vez mais utilizada para se estimar o grau de fibrose de maneira não invasiva, com resultados confiáveis. Este trabalho tem por objetivo avaliar a presença de fibrose hepática em pacientes portadores de psoríase por meio da EHT e sua relação com a DA de MTX; correlacionar o índice de massa corpórea (IMC) de acordo com resultado da EHT; e avaliar a bioquímica hepática de acordo com o resultado da EHT. Para tal, foram selecionados pacientes com psoríase, maiores de 18 anos, de ambos os sexos, em uso de MTX, fototerapia ou tratamento tópico e que não estivessem em uso de acitretina, ciclosporina ou imunobiológico. Todos foram encaminhados para a realização da EHT, num único momento durante o estudo. A EHT foi realizada utilizando-se o Fibroscan®, sendo um resultado maior ou igual a 7,9 compatível com fibrose avançada e maior ou igual a 11,5 compatível com cirrose. Avaliou-se também o parâmetro de atenuação controlada (PAC), FIB-4 e exames laboratoriais. A amostra final foi composta por 108 pacientes: 38 em uso de MTX com DA entre zero e 3,5 g; 31 em uso de MTX com DA maior que 3,5 g; e 39 que não estivessem em tratamento sistêmico para tal, como grupo controle. Não houve correlação significativa (p=0,612) entre a DA de MTX e o grau de fibrose hepática. Quando realizada a análise multivariada do valor da EHT com os fatores de risco, o único com significância estatistica foi o IMC (coeficiente: 0,217; p=0,026) e, na regressão logística para o desfecho de grau de fibrose hepática, houve significância estatística, onde IMC é um fator significante no efeito do grau de fibrose hepática (OR=1,18 com p=0,006). Na avaliação do modelo da bioquímica hepática de regressão logística para o desfecho de grau de fibrose hepática, não foi observado significância estatística. Portanto, deve-se levar em consideração a presença de obesidade como fator de risco para fibrose hepática, sendo este provavelmente mais importante do que a DA de MTX. |
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