Ressonância magnética por elastografia no diagnóstico de fibrose hepática

Introdução: A fibrose hepática pode ser reversível com tratamentos específicos e sua detecção precoce faz com que o tratamento comece antes de atingir um grau irreversível. A biópsia hepática, apesar de ser considerada o padrão ouro para a detecção de fibrose, é um método invasivo, sujeito a possíve...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Schambeck, João Paulo Leal
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.pucrs.br:tede/9308
Acceso en línea:http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9308
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Fibrose Hepática
Elastografia
Imagem de Ressonância Magnética
Hepatic Fibrosis
Liver Fibrosis
Elastography
Magnetic Resonance Imaging
CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Descripción
Sumario:Introdução: A fibrose hepática pode ser reversível com tratamentos específicos e sua detecção precoce faz com que o tratamento comece antes de atingir um grau irreversível. A biópsia hepática, apesar de ser considerada o padrão ouro para a detecção de fibrose, é um método invasivo, sujeito a possíveis complicações como sangramento, pneumotórax, perfuração de vias biliares e morte. Por outro lado, a ressonância magnética por elastografia (MRE) demonstrou ser um método não invasivo eficaz para detectar fibrose hepática. Objetivo: avaliar a relação entre dados demográficos e clínicos, rigidez hepática e alteração morfológica do parênquima hepático. Segundo, avaliar os fatores preditivos associados à alteração morfológica do parênquima hepático. Métodos: Este é um estudo transversal e duplo-cego. Os dados dos prontuários eletrônicos desses pacientes foram avaliados. A MRE foi realizada com 1,5 Tesla, usando uma sequência de pulso de eco de recordação de gradiente e analisado por dois leitores independentes, cegos para informações clínicas e pontuação morfológica. Resultados: Cento e vinte e três sujeitos foram avaliados retrospectivamente, com idade média de 52,8 ± 12,7 anos, e houve predomínio do sexo masculino, 73 (59,3%). O valor médio da rigidez hepática foi de 2,9 kPa (IC 95% 2,7 - 3,1). O coeficiente kappa de Cohen mostrou uma excelente concordância de 0,931 (IC 95% 0,95-0,97) para rigidez hepática entre os leitores R1 e R2. Os indivíduos “anormais” apresentaram rigidez média do fígado significativamente maior (4,10 ± 1,45 kPa) em comparação com aqueles sem alteração morfológica do parênquima hepático (2,48 ± 0,53 kPa, p <0,001). Além disso, identificamos o alcoolismo (p = 0,044), hepatite C (p = 0,008) e cirrose (p = 0,016) como fatores independentes associados a alterações morfológicas do parênquima hepático. Conclusão: Nossos resultados encontraram uma relação significativa entre a arquitetura do parênquima hepático e alcoolismo, comorbidades hepáticas e rigidez hepática. Além disso, observamos o alcoolismo, hepatite C e cirrose como fatores independentes associados a alterações morfológicas do parênquima hepático.